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Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff (PT) ter defendido o diálogo com a oposição, o presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), sinalizou neste domingo (2) que o partido poderá votar a favor da manutenção do valor de R$ 540 para o salário mínimo. A fixação do novo mínimo deverá ser um dos primeiros embates do novo governo com o Congresso.

"Defendo que não tenhamos uma posição pré-estabelecida em relação ao salário mínimo. Queremos dialogar com a equipe econômica e ver qual o impacto nas contas públicas de qualquer valor acima dos R$ 540", disse Maia. Ele salientou que a oposição está disposta a colaborar com o ajuste fiscal das contas públicas do novo governo. "Tenho a convicção de que não só o DEM, mas todos os partidos de oposição vão colaborar no Congresso na área fiscal, tributária e de reformas".

Mas integrantes da base aliada do PT reagiram negativamente à proposta de estabelecer em R$ 540 o valor do mínimo. Oriundo do movimento sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) avisou que apresentará emenda propondo R$ 580 para o mínimo. O temor do Planalto é que a proposta de Paulinho da Força, como o deputado é conhecido, acabe se transformando na primeira crise do governo Dilma.

Discurso

Em seu discurso de posse, a nova presidente anunciou como prioridade a erradicação da miséria, prometeu continuidade nas políticas de seu antecessor e acenou para a oposição, ao afirmar que pretende governar "sem rancor". Dilma citou ainda como outras prioridades a saúde, a educação e a segurança pública. Ela também prometeu empenho nas reformas política e tributária.

"Foi um discurso que não provocou sentimentos negativos nem mesmo na oposição", observou o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA). "Foi um discurso inaugural dentro do esperado. Todo discurso de posse é uma declaração de boas intenções. O nosso papel de oposição é cobrar", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). "É sempre essa mesmice no Brasil: quem ganha sinaliza para a oposição e a oposição diz que vai fazer uma oposição responsável", concluiu o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

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