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O desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto de 2026, enquanto o número de brasileiros ocupados chegou a 103,5 milhões, o maior nível da série histórica, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (29). Na comparação com o trimestre encerrado em maio, a taxa recuou 0,3 ponto percentual, repetindo a queda em relação ao mesmo período de 2025.
O número de desempregados ficou em 5,8 milhões de pessoas, 281 mil a menos do que no trimestre anterior e 300 mil abaixo do registrado um ano antes. Em termos percentuais, a queda foi de 4,6% no trimestre e de 4,9% em 12 meses.
O avanço do emprego colocou a população ocupada no maior patamar já registrado, com crescimento de 774 mil pessoas no trimestre e de 1,1 milhão em um ano. O nível de ocupação chegou a 58,9%, acima dos 58,6% registrados no trimestre anterior.
A força de trabalho também bateu recorde, alcançando 109,3 milhões de pessoas. O contingente reúne trabalhadores ocupados e desempregados e cresceu 493 mil pessoas no trimestre e 760 mil na comparação anual.
Outro indicador que apresentou melhora foi a subutilização da mão de obra, que ficou em 15 milhões de pessoas, o equivalente a uma queda de 6,5% em um ano. Já o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas recuou 6,2%, para 4,3 milhões.
O número de pessoas desalentadas, que não estavam procurando trabalho, ficou em 2,4 milhões. O resultado permaneceu estável no trimestre, mas representa queda de 11,9% em relação ao mesmo período de 2025.
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Carteira assinada em alta, informalidade também
Segundo dados do IBGE, o emprego com carteira assinada atingiu o maior contingente da série, com 39,5 milhões de trabalhadores no setor privado, excluindo empregados domésticos. O número ficou estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.
A informalidade, por outro lado, alcançou 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. A taxa era de 37,3% no trimestre anterior e de 38% um ano antes.
O rendimento real habitual ficou em R$ 3.777 e cresceu 3,7% em um ano. Já a massa de rendimento real chegou a R$ 385,6 bilhões, também recorde da série, com alta de 1,4% no trimestre e de 4,8% em 12 meses.
Maiores geradores de emprego
Entre os setores, Indústria Geral e Construção registraram os principais avanços no trimestre. A indústria ganhou 265 mil trabalhadores, alta de 2%, enquanto a construção incorporou 306 mil pessoas, crescimento de 4,1%.
Na comparação anual, o destaque foi Transporte, armazenagem e correio, com alta de 6,1% e 358 mil trabalhadores a mais. Os demais setores não apresentaram variações consideradas significativas.
Os salários também avançaram em algumas categorias na comparação com 2025, com um aumento de 4% na Indústria, 4,8% no Comércio e 4,6% nos Serviços domésticos. Já por posição na ocupação, cresceu 2,4% entre empregados com carteira, 4,6% entre trabalhadores domésticos e 5,3% entre trabalhadores por conta própria.








