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Brasil

Dilma: Brasil foi último almoço grátis no mundo para os bancos

Na declaração, a presidente fazia referência à queda da taxa de juros durante o seu governo, que diminuiu a rentabilidade dos bancos que operam no Brasil e incentivou setores produtivos como a indústria

A presidente Dilma Rousseff disse em entrevista publicada nesta quarta-feira (03) ao jornal de economia britânico 'Financial Times' que o Brasil foi o último "almoço grátis" no mundo para os bancos internacionais. Na declaração, a presidente fazia referência à queda da taxa de juros durante o seu governo, que diminuiu a rentabilidade dos bancos que operam no Brasil e incentivou setores produtivos como a indústria.

"Estamos voltando para um local com níveis normais de rentabilidade. Isso significa que alguns de nós precisamos começar a olhar para os lucros adequados em atividades produtivas que são boas para o país", disse a presidente.

Dilma também afirmou na entrevista, assinada pelo correspondente do jornal em São Paulo, Joe Leahy, que quer transformar o Brasil em um país de classe média: "Isso, eu acho, é um ganho muito importante para o Brasil, o de para transformar o Brasil em uma população de classe média. É isso que queremos, queremos um Brasil de classe média", afirmou a petista.

O autor da reportagem cita o crescimento econômico do país e os ganhos sociais nos últimos anos, mas alerta para a paralisação: "Após quase uma década de condições globais favoráveis, a economia de repente abrandou para um rastreamento. Se o país quer cimentar a sua prosperidade recém-descoberta e continuar sendo um dos motores do crescimento global ao lado de Rússia, Índia e China, Dilma deve encontrar um novo modelo de desenvolvimento", escreveu Leahy.

Segundo ele, "isso inclui resolver as questões espinhosas da falta de competitividade do Brasil e altos custos trabalhistas". Questionada sobre os princiais desafios, Dilma, segundo o autor, apontou para um "suspeito familiar". Leahy escreveu que política monetária fácil nos EUA, quando não acompanhada de políticas fiscais para absorver excesso de fundos, leva à desvalorização da moeda e inflação.

"As políticas monetárias expansionistas que levam à desvalorização da moeda são as políticas que criam assimetrias nas relações comerciais, assimetrias graves", disse Dilma ao jornalista.

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