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Energia

Direção da Copel vai buscar acordo para UEG

A direção da Copel foi autorizada pelo conselho de administração da companhia a negociar com a El Paso e a Petrobrás uma solução para a usina termelétrica UEG Araucária. O empreendimento custou mais de US$ 300 milhões para ser erguido e nunca entrou em operação. A Copel questiona o contrato pelo qual foi firmada a parceria para o investimento, segundo o qual a estatal teria de arcar com a aquisição de gás natural e da energia da usina.

Desde 2003 a Copel e a El Paso discutem em uma corte internacional, em Paris, o destino da usina. Nos últimos meses ficou mais provável um acordo entre os sócios, já que a empresa americana tem interesse em fazer caixa com seus negócios no Brasil. Há menos de duas semanas a El Paso vendeu para a Petrobrás sua participação em uma usina a gás instalada no Rio de Janeiro.

Os conselhos da Petrobrás e da El Paso também devem conceder o mesmo tipo de autorização para que suas diretorias negociem com a Copel nos próximos dias. O presidente da empresa paranaense, Rubens Ghilardi, diz que existem boas chances de um acordo entre os sócios. "Os entendimentos entre os sócios agora sobem do nível técnico ao nível das diretorias, o que evidencia a boa vontade e a receptividade mútua em busca de uma solução aos problemas", frisou Ghilardi.

O desentendimento entre os sócios começou em 2003, após a Copel constatar problemas técnicos no projeto feito pela El Paso. As turbinas compradas pela empresa americana seriam inadequadas. Mesmo sem a usina funcionar, a companhia paranaense teria de arcar com a conta da compra do gás natural e da energia que seria gerada pela UEG – o que representaria um desembolso de R$ 450 milhões por ano para pagar pelo combustível e pelos 470 megawatts médios produzidos em Araucária. A Copel interrompeu os pagamentos e a questão passou a ser discutida na Corte Internacional de Arbitragem de Paris.

No mês passado, houve um encontro na corte no qual ficou acertada uma audiência para o início de abril. É provável que seja a última antes da sentença dos árbitros, que é esperada para o fim do ano. Agora, os sócios correm para fazer um acordo antes que a corte se pronuncie.

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