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A dívida pública brasileira atingiu R$ 11,1 trilhões em agosto, equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (30). É o maior percentual desde outubro de 2020, quando a dívida chegou a 87,7% do PIB por causa de medidas tomadas pelo governo em relação à pandemia da Covid-19.
O avanço de agosto foi influenciado principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram 0,8 ponto percentual ao indicador, enquanto a desvalorização cambial teve impacto de 0,1 ponto e a variação do PIB nominal reduziu o índice em 0,5 ponto. Em julho, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que reúne União, Estados e municípios, estava em R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB.
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto, resultado inferior aos R$ 17,3 bilhões negativos registrados no mesmo mês de 2025. O resultado considera as contas do Governo Central, dos governos regionais e das empresas estatais.
Na comparação com os últimos três governos, o atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a dívida pública aumentar 11,2% desde janeiro de 2023. Anteriormente, a gestão de Jair Bolsonaro (PL) havia conseguido reduzir a dívida pública gerada pela pandemia para 71,7% ao final do mandato.
Dados do Banco Central e do IBGE apontam que a dívida pública por habitante no país disparou de R$ 7.157 em 2006 para R$ 51.608 em 2026. Cálculos da evolução da dívida apontam que o governo levou apenas 8 meses para a dívida passar de R$ 10 trilhões para R$ 11 trilhões.
Em agosto, o Governo Central apresentou deficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto Estados e municípios, somados, tiveram superavit de R$ 2,7 bilhões e as empresas estatais registraram resultado positivo de R$ 2 bilhões. No acumulado de 12 meses, o deficit primário do setor público ficou em R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB.
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A conta dos juros também pressionou as finanças públicas e alcançou R$ 105,9 bilhões somente em agosto, contra R$ 74,3 bilhões no mesmo mês do ano passado. Segundo os dados do Banco Central, um dos fatores para a diferença foi o resultado das operações de swap cambial, que passaram de um ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025 para uma perda de R$ 9,3 bilhões neste ano.
No acumulado de 12 meses até agosto, os juros nominais chegaram a R$ 1,1822 trilhão, o equivalente a 8,86% do PIB. No mesmo período de 2025, essa despesa havia sido de R$ 946,5 bilhões, correspondente a 7,61% do PIB.
O chamado resultado nominal, que soma o deficit primário aos juros nominais, também ficou negativo em agosto, em R$ 115,9 bilhões. Em 12 meses, o deficit nominal chegou a R$ 1,2642 trilhão, ou 9,48% do PIB, alta de 0,12 ponto percentual em relação ao acumulado até julho.








