O dólar à vista emplacou sua quinta queda consecutiva nesta terça-feira e renovou o piso do ano. A moeda americana fechou na mínima do dia, cotada por R$ 2,135 na compra e R$ 2,137 na venda, com baixa de 0,74%. É o menor valor desde 28 de março de 2001, quando o dólar ficou em R$ 2,127.
Apesar dos números recordes, não há novidade no mercado de câmbio. Os analistas são unânimes ao dizer que a tendência é a continuidade das quedas do dólar, com uma ou outra alta pontual. O motivo é o forte ingresso de recursos externos ao país, via exportações e investimentos. Soma-se a isso o fato de que o governo está estudando a isenção de imposto para os investidores estrangeiros, o que incentivará ainda mais a entrada de dinheiro no país.
- Não há outro caminho para o dólar senão a queda, já que tudo contribui para essa tendência. E as compras de dólares do Banco Central são fraquíssimas para conter a queda - disse Luiz Antônio Abdo, da Pioneer Corretora, uma das maiores de São Paulo.
Abdo afirma que o BC nem poderia aumentar a agressividade nas compras de dólares, porque perderia a briga com o fluxo positivo e as apostas de queda feitas pelo mercado. Para ele, apenas a sinalização de uma queda maior nos juros poderia favorecer uma apreciação do dólar. Essa hipótese, no entanto, nunca foi sinalizada pelo BC.
No tradicional leilão de contratos de swap reverso, o BC vendeu todos os 4.550 contratos ofertados aos bancos, o que significa o recolhimento de US$ 215 milhões por parte do BC. À tarde o BC também comprou dólares no mercado à vista, mas a cotação cedeu ainda mais, fechando na mínima do dia.
As projeções dos juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em baixa generalizada, acompanhando a queda do dólar e do risco-país. Com os índices de inflação sob controle e o dólar em baixa, a estimativa é de que a taxa Selic continuará a cair.
O Depósito Interfinanceiro (DI) de outubro deste ano fechou com taxa de 15,85% ao ano, contra 15,88% do fechamento de segunda-feira. O DI de janeiro de 2007 teve a taxa reduzida de 15,66% para 15,65% anuais. A taxa de abril do ano que vem recuou de 15,47% para 15,44% anuais.



