Atualizado em 05/04/2006 às 18h48
O dólar comercial fechou a quarta-feira praticamente estável, com ligeira queda de 0,05%, a R$ 2,132 na compra e R$ 2,134 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo sexto dia consecutivo. Depois de oscilar o dia todo, o Ibovespa encerrou o pregão com um ganho de 0,65%, conseguindo ultrapassar novamente os 39 mil pontos (39.053 pontos). O volume financeiro chegou a R$ 2,383 bilhões.
- O mercado está em compasso de espera. Há um ótimo panorama sobre a inflação e o crescimento do país, mas é preciso um período mais longo para tudo voltar ao normal de vez, depois das mudanças no Ministério da Fazenda na semana passada - disse Shiguemi Fujisaki, analista da Corretora Socopa.
Dólar
O dólar está em queda desde a quinta-feira da semana passada. Ontem, terça-feira, no entanto, já tinha desacelerado o ritmo. Hoje, a moeda apresentou uma ligeira alta depois que o Banco Central anunciou a compra de dólares no mercado à vista nesta tarde, mas depois voltou para o campo negativo.
O BC aceitou 4 propostas, com taxa de corte de R$ 2,1325. O leilão foi retomado na segunda-feira, depois de uma semana suspenso. A operação com swap cambial reverso, que não é realizada desde o início de março, não aconteceu.
Ações
A Bovespa acompanhou os pregões americanos, que se recuperaram nesta quarta-feira. Entre as ações mais negociadas estiveram Petrobras PN, Embratel Par PN e Braskem PNA. Entre as principais altas estiveram Brasil T Part ON (9,17%), Embratel P PN (6,29%) e Eletrobras ON (5,19%). As principais baixas foram de TIM Part ON (3,29%), Brasil ON (3,28%) e Vivo PN (2,93%).
A possibilidade de alta dos juros nos Estados Unidos fez os investidores desviarem as suas aplicações no mês passado. O fluxo de recursos estrangeiros na Bovespa encerrou o mês de março com saldo negativo de R$ 15,817 milhões, resultado de vendas de ações no valor de R$ 18,883 bilhões e de compras de R$ 18,867 bilhões. O saldo acumulado no ano ainda ficou positivo em R$ 2,036 bilhões.
Os investidores estrangeiros mantiveram-se, no entanto, na liderança da movimentação financeira da Bovespa em março, com participação de 37,77% do volume total, ante 36,17% no mês anterior. Os investidores pessoas físicas voltaram ao segundo lugar, ao passar de 23,35% em fevereiro para 25,65% em março, posição que não ocupavam desde setembro de 2005.
Na seqüência, ficaram os investidores institucionais, com 24,87%, ante 26,16% no período anterior; as instituições financeiras, com 10,5%, ante 12,76%; as empresas, com 1,57%, ante 1,40%; e o grupo outros, com 0,10%, ante 0,16%.
Risco
O risco-país subiu 3 pontos nesta quarta-feira com a piora da percepção do investidor estrangeiro sobre o Brasil. O EMBI+ brasileiro registrava às 18h 238 pontos centesimais. Na máxima do dia chegou a 241 pontos e na mínima, a 232 pontos logo na abertura do pregão. Os títulos brasileiros fecharam em queda. O Global 40, título de 40 anos, caiu 0,29%, para 128,50% ao ano. O A Bond terminou o dia em queda de 0,12%, para 108,25%.
Juros
Com a inflação sob controle, conforme mostrou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os juros futuros caíram na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2008, o mais negociado, terminou o dia em queda de 0,75% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), passando de 14,58% para 14,47% ao ano.
A taxa passou de 15,62% para 15,58% (-0,26%) no contrato de julho de 2006 e de 15,15% para 15,12% (-0,20%) para outubro de 2006. O DI de janeiro de 2007, que estava em 14,87%, ficou em 14,83% e o de abril do mesmo ano passou de 14,72% para 14,68%. Nos dois casos a queda foi de 0,27%.
A queda nas taxas foi favorecida pelo resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). O índice subiu 0,14% em março, abaixo da expectativa do mercado, que apostava em uma alta 0,20%. Com esse resultado, fica mais provável a queda da taxa básica de juro, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
- Há uma expectativa positiva de redução de juro. A inflação sob controle já nos leva a voltar a pensar na possibilidade de uma queda de 1 ponto percentual na taxa básica na próxima reunião do Copom - disse Fujisaki.
Paralelo
O dólar paralelo fechou novamente o dia estável, a R$ 2,180 na compra e R$ 2,280 na venda. O dólar turismo em São Paulo terminou a quarta-feira em queda de 0,23%, cotado a R$ 2,065 na compra e R$ 2,215 na venda.



