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Dólar entra setembro nas alturas, acima de R$ 4,15, e só recua graças à BC

Cenário eleitoral e crise argentina foram os principais fatores de pressão sobre o real

 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
(Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo)

O mês de setembro começou com o dólar nas alturas. Nesta terça-feira (4), a moeda norte-americana fechou a R$ 4,153, superando a segundo maior cotação do ano. Ainda na semana passada, leilões de contratos futuros de dólar pelo Banco Central ajudaram a arrefecer a alta da moeda, que, ainda assim, fechou o mês de agosto com alta de 8,5% e fez do real a quarta moeda mais desvalorizada do mundo perante a norte-americana.

Depois de bater os R$ 4,19 ainda pela manhã devido não só ao cenário externo mas também às expectativas em torno da divulgação da nova pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo, o dólar recuou ao longo dia, muito em razão da ação do BC, que ofereceu R$ 9,8 bilhões em swap cambial . Ainda no início da tarde, o movimento de baixa teria a ver também, segundo analistas, com a divulgação de novas denúncias contra o ex-prefeito de São Paulo e atual candidato a vice pelo PT para a presidência nestas eleições, Fernando Haddad.

Como afirmou um estrategista, o levantamento de intenção de votos a ser divulgado daqui a pouco é o primeiro que considera os efeitos das entrevistas presenciais e com ampla abrangência realizado após o início do horário eleitoral gratuito.

Com a cotação do dia, o dólar turismo era encontrado nesta terça (4) acima dos R$ 4,30 e o euro, a mais de R$ 5.

No exterior, os índices acionários futuros em NY e as bolsas na Europa caíram em meio a temores com o desfecho das negociações entre Estados Unidos e parceiros, sobretudo o Canadá. Além disso, os agentes globais seguiram atentos ao desdobramento da reunião do governo argentino com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ainda nesta terça (4), o ministro das Finanças argentino, Nicolás Dujovne, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, discutiram em Washington uma revisão no pacote de ajuda para o país sul-americano. A expectativa do governo argentino é de firmar um acordo complementar aos US$ 50 bilhões em andamento e não precisar tomar mais nenhum dívida até 2020, mas nada muito concreto foi divulgado ainda como resultado desta reunião.

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