O dólar manteve a tendência predominante das últimas semanas e fechou em baixa de 0,38% nesta segunda-feira, cotado a R$ 2,115 na compra e R$ 2,117 na venda. A cotação se mantém no menor patamar desde março de 2001, graças ao ingresso de recursos externos ao país. No mercado de ações, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuava 0,08% às 17 horas, aos 38.391 pontos.
O feriado nos Estados Unidos (Dia do Presidente) reduziu o volume de negócios em cerca de 40% em relação a um dia considerado normal. A ausência do mercado americano, no entanto, não impediu que a cotação seguisse sua "vocação" de queda. O Banco Central vendeu 4.550 contratos de swap reverso e também comprou dólares no mercado à vista. Nenhuma das duas operações de compra chegaram a pressionar a cotação.
A queda que se arrasta há semanas é atribuída à entrada de dinheiro externo no país, via exportações, captações externas e investimentos. No caso dos investimentos, são os juros elevados do país que atraem os recursos. Na semana passada, o governo publicou uma medida provisória para desonerar os investimentos estrangeiros no país.
- Não há outra saída para o dólar senão a queda. Mas daqui para a frente, o mercado estará cada vez mais concentrado na decisão do BC sobre os juros - disse Marcos Forgione, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.
Segundo o analista, um corte maior dos juros poderia conter a queda do dólar, reduzindo a entrada de recursos que chegam em busca dos juros mais altos do mundo. No entanto, essa medida seria compensada pela desoneração do investidor.
As projeções dos juros negociada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em baixa. O principal destaque do dia foi a divulgação da pesquisa Focus, do Banco Central, feita junto a cem instituições financeiras.
A pesquisa trouxe como novidades a redução das estimativas de inflação de juros para 2006. De acordo com o documento, a previsão para o IPCA de 2006 foi reduzida de 4,66% para 4,64% ao ano, contra 4,50% da meta de inflação do ano. Os analistas também reduziram a previsão para a taxa Selic de dezembro, de 15% para 14,75% ao ano. Para a reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), a estimativa é de que a Selic seja reduzida em 0,75 ponto percentual, para 16,50% ao ano.
O Depósito Interfinanceiro (DI) de outubro deste ano fechou com taxa de 15,64% ao ano, contra 15,70% do fechamento de sexta-feira. A taxa do DI de janeiro de 2007, o mais negociado, recuou de 15,46% para 15,41% anuais. A taxa de abril do ano que vem fechou em 15,21% ao ano, frente aos 15,25% anteriores.



