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Mercado Financeiro

Dólar fecha em baixa e Bovespa bate novo recorde de pontos

O dólar manteve a tendência predominante das últimas semanas e fechou em baixa de 0,38% nesta segunda-feira, cotado a R$ 2,115 na compra e R$ 2,117 na venda. A cotação se mantém no menor patamar desde março de 2001, graças ao ingresso de recursos externos no país.

E com uma discreta alta de 0,31%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu novo recorde histórico de pontos, o segundo do mês de fevereiro. O Índice Bovespa encerrou o dia com inéditos 38.539 pontos e acumula alta de 0,31% em fevereiro. Os negócios somaram R$ 2,487 bilhões, incluindo os R$ 697,1 milhões movimentados no exercício do mercado de opções.

DÓLAR - O feriado nos Estados Unidos (Dia do Presidente) reduziu o volume de negócios no mercado cambial em cerca de 40% em relação a um dia considerado normal. A ausência do mercado americano, no entanto, não impediu que a cotação seguisse sua "vocação" de queda.

O Banco Central vendeu 4.550 contratos de swap reverso e também comprou dólares no mercado à vista. Nenhuma das duas operações de compra chegaram a pressionar a cotação.

A queda do dólar que se arrasta há semanas é atribuída à entrada de dinheiro externo no país, via exportações, captações externas e investimentos. No caso dos investimentos, são os juros elevados do país que atraem os recursos. Na semana passada, o governo publicou uma medida provisória para desonerar os investimentos estrangeiros no país.

- Não há outra saída para o dólar senão a queda. Mas daqui para a frente, o mercado estará cada vez mais concentrado na decisão do BC sobre os juros - disse Marcos Forgione, gerente de câmbio da corretora Souza Barros.

Segundo o analista, um corte maior dos juros poderia conter a queda do dólar, reduzindo a entrada de recursos que chegam em busca dos juros mais altos do mundo. No entanto, essa medida seria compensada pela desoneração do investidor.

Com uma discreta alta de 0,31%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) bateu novo recorde histórico de pontos, o segundo do mês de fevereiro. O Índice Bovespa encerrou o dia com inéditos 38.539 pontos e acumula alta de 0,31% em fevereiro. Os negócios somaram R$ 2,487 bilhões, incluindo os R$ 697,1 milhões movimentados no exercício do mercado de opções.

BOVESPA -A bolsa paulista chegou a cair 1,10% pela manhã, quando os investidores disputavam cotações para obter vantagens do exercício de opções. Também ajudou no desempenho negativo o fato de esta segunda-feira ser feriado nos Estados Unidos (Dia do Presidente), onde nenhum mercado operou.

O mercado de ações se mostra animado com o cenário interno positivo, repercutindo notícias como a redução da dívida externa e a medida provisória que desonerou os investimentos estrangeiros no Brasil.

- A Bovespa está em um momento crucial, onde poderá buscar novos recordes de alta, ou entrar em um processo mais forte de realização de lucros - disse Nicolas Balafas, consultor de investimentos da Planner Corretora.

Segundo Balafas, ainda não se sabe que efeito terá a MP 281, uma vez que o mercado brasileiro já vem atraindo recursos externos há bastante tempo, devido aos juros elevados. Sobre os dados positivos da economia, como o recorde na arrecadação federal em janeiro, Balafas afirma que eles não mais surpreendem.

As ações da Petrobras foram destaque nesta sessão e subiram mesmo enquanto a Bovespa operava em baixa. Petrobras ON e PN subiram 2,27% e 1,61%, respectivamente, repercutindo o lucro recorde da companhia, divulgado na sexta-feira.

Entre as ações que fazem parte do Índice Bovespa, as maiores altas foram de Light ON (+7,56%) e Copel PNB (+4,65%). As quedas mais significativas do índice ficaram com Tele Centro Oeste PN (-4,44%) e Telesp Celular Participações PN (-3,72%).

JUROS - As projeções dos juros negociada na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em baixa. O principal destaque do dia foi a divulgação da pesquisa Focus, do Banco Central, feita junto a cem instituições financeiras.

A pesquisa trouxe como novidades a redução das estimativas de inflação de juros para 2006. De acordo com o documento, a previsão para o IPCA de 2006 foi reduzida de 4,66% para 4,64% ao ano, contra 4,50% da meta de inflação do ano.

Os analistas também reduziram a previsão para a taxa Selic de dezembro, de 15% para 14,75% ao ano. Para a reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom), a estimativa é de que a Selic seja reduzida em 0,75 ponto percentual, para 16,50% ao ano.

O Depósito Interfinanceiro (DI) de outubro deste ano fechou com taxa de 15,64% ao ano, contra 15,70% do fechamento de sexta-feira. A taxa do DI de janeiro de 2007, o mais negociado, recuou de 15,46% para 15,41% anuais. A taxa de abril do ano que vem fechou em 15,21% ao ano, frente aos 15,25% anteriores.

PARALELO - O dólar paralelo negociado em São Paulo fechou em baixa de 0,42%, cotado a R$ 2,25 na compra e R$ 2,35 na venda. Já o dólar turismo subiu 0,23%, a R$ 2,06 na compra e R$ 2,21 na venda.

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