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Cotação

Dólar sobe mais de 1% e Bovespa opera em queda

O mercado brasileiro repete nesta sexta-feira o comportamento observado há mais de uma semana, quando o aumento dos juros nos Estados Unidos deflagrou uma onda de vendas nas bolsas de todo o mundo, principalmente em países emergentes. Após uma abertura positiva, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cedeu à influência de Nova York e passou a operar em queda. Às 13h13m, o Ibovespa recuava 0,80%, aos 37.504 pontos. O dólar comercial, que iniciou o dia em queda, subia 1,20%, negociado a R$ 2,199 para compra e R$ 2,201 para venda. O Risco- Brasil avançava para 263 pontos centesimais.

Na manhã desta sexta-feira, o dólar também subiu em relação ao iene e ao euro, com o mercado ajustando posições que, no entender de muitos, haviam depreciado exageradamente a moeda americana. No Brasil, a alta reflete a saída de estrangeiros da bolsa. Fontes afirmam que o saldo de investimentos externos na Bovespa acumulados em maio já está negativo. Até o dia 11, a Bovespa tinha superávit de R$ 1,16 bilhões. O analista Gustavo Barbeito, da corretora Prosper, nota que nos últimos dias os títulos de dez anos do Tesouro americano têm se valorizado diariamente, o que indica que ele tem sido mais procurado. Considerados os papéis mais seguros do mundo, os "treasuries" geralmente são mais demandados em momentos de incerteza e maior aversão ao risco.

- A preocupação com as pressões inflacionárias nos Estados Unidos tem sido cada vez mais relevante e influencia diariamente os mercados - afirmou Barbeito.

Para a diretora de câmbio da corretora AGK, Miriam Tavares, o dólar deve oscilar entre R$ 2,15 e R$ 2,25 até a próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), marcada para os dias 28 e 29 de junho. Até lá, o mercado acompanhará com ansiedade todos os indicadores da economia dos Estados Unidos. Um dos dados mais importantes será o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) de abril, o deflator do PIB norte-americano, que será divulgado no próximo dia 26 (sexta-feira).

"Se o número vier acima do consenso dos analistas, é muito provável que ocorra uma nova rodada de vendas de ativos avaliados por eles como menos seguros dos que os treasuries. Como tal movimento afeta o risco País, o fluxo de capitais para o Brasil poderá piorar e levar o câmbio para perto do patamar de R$ 2,25, ou até um pouco acima", afirmou Miriam, em relatório divulgado nesta sexta.

As maiores quedas da Bovespa eram de Vivo PN (-4,56%), Telemar ON (-4,49%) e Copel PNB (-4,17%). A maior alta era de Arcelor ON (+3,99%), refletindo a melhora da oferta de compra da empresa pela Mittal Steel. O volume financeiro da bolsa alcançava R$ 1,359 bilhão.

Em Nova York, o índice Dow Jones recuava 0,13%, o Nasdaq caía 0,08% e o Standard & Poor´s avançava 0,07%. As principais bolsas européias fecharam em alta, com exceção de Londres, que perdeu 0,25%. Entre os emergentes, a Bolsa de Buenos Aires caía 1,39% e a do México cedia 1,50%.

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