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Top de linha

Dos tijolões aos telefones inteligentes

Smartphones combinam computador de mão a celular e desafiam imaginação dos aficionados em tecnologia

O primeiro telefone celular foi vendido nos Estados Unidos em 1983. O aparelho pesava quase um quilo e, evidentemente, não cabia no bolso de ninguém. O preço também era hard: US$ 4 mil. Mais conhecido como "tijolo", o Motorola DynaTAC 8000x cumpria uma função extraordinária para a época: permitia fazer e receber chamadas telefônicas sem apelar para um aparelho fixo – e mais nada. Vinte e quatro anos depois, os aparelhos pesam muito menos (alguns, menos de 100 gramas), cabem no bolso de trás das calças mais justas e agregaram tantas funções que é bem possível que você também use o seu celular para telefonar. Em resumo: no início do século 21, telefone celular é sinônimo de ferramenta de trabalho, entretenimento e conexão com mídias que vão muito além do "fala, que eu te escuto".

A quintessência da tecnologia são os chamados smartphones, objeto de desejo de nove em cada dez fanáticos por telefones celulares. Esses aparelhos permitem aos usuários acessar a internet, TV, rádio, trabalhar em planilhas, fazer filmes, escutar músicas, tirar fotos, receber e enviar e-mails, entre outras funções. No Japão, por exemplo, celulares já estão lendo cardápios de lanchonetes da rede McDonald's.

O consultor em tecnologia Alexandre Guber Kroetz recorda com carinho (mas não tanto) de seu primeiro celular, um "tijolão" analógico. "Além de ser pesado, nem mensagens enviava!", conta. Recentemente, ele aderiu a um smartphone (Nokia 3250) com dezenas de aplicativos – entre eles jogos, tocador de MP3 e até um inusitado medidor de decibéis. O aparelho faz parte da chamada segunda geração de celulares.

As novas funcionalidades dos telefones móveis foram incorporadas principalmente após a popularização da tecnologia GSM (em português, Sistema Global para Comunicações Móveis), apesar de o sistema CDMA também ter trazido avanços – principalmente em relação ao tráfego de dados. O padrão GSM é utilizado por mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Do ponto de vista do consumidor, a vantagem do padrão GSM são os serviços a custos mais baixos.

Mesmo sendo proprietário de um aparelho "top de linha", Alexandre não se ilude. Mais dia, menos dia, seu Nokia 3250 lhe parecerá tão impróprio quanto o "tijolão" de anos atrás. A terceira geração de celulares, chamada 3G, já deixou os laboratórios de tecnologia e está virando febre entre os consumidores japoneses e coreanos. Na Europa e nos Estados Unidos, onde o 3G também já está disponível, a mode está demorando um pouco a pegar. Os telefones desses sistemas mais modernos (com padrões de siglas ainda mais complicadas como WCDMA, HSDPA e EVDO – este o único disponível no Brasil, por meio da Vivo) combinam internet móvel de alta velocidade e serviços baseados em IP (protocolo de internet). Em termos de hardware, a tendência é de aumento da capacidade de armazenamento, popularização dos aparelhos com tocadores de música, rádio FM e a ampliação da resolução das máquinas fotográficas digitais.

No Japão, a Samsung lançou este ano um celular com câmera digital de dez megapixels de resolução. Fica até difícil saber se, na verdade, trata-se de um celular com câmera ou de uma câmera com celular embutido. Pensando bem, não fica: em tempos de smartphone, o celular é quase tudo – inclusive, telefone.

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