
Parece que foi ontem, mas o desenho animado japonês Dragon Ball Z já tem quase 20 anos e por mais antiga que seja, a série continua viva no coração de milhões de fãs. O desenho conta a história de Goku, um valoroso guerreiro de alma bondosa, que se vê forçado a lutar pela sobrevivência da Terra.
Para homenagear a série e faturar uma quantidade enorme de dinheiro foi lançado para Xbox 360 e PlayStation 3 o game Dragon Ball Z: Burst Limit (DBZ: BL), um jogaço de luta.
Mas o negócio é muito mais que uma simples troca de sopapos digitais. O game é um tributo à série. As passagens clássicas, como a luta entre Goku e Vejita, foram recriadas em 3D de alta definição.
Para todos os efeitos, o game é uma versão digital interativa da obra do cartunista Akira Toriyama, o criador da série em mangá e responsável pela versão animada. Apesar de ser tridimensional, o estilo característico do traço de Toriyama foi totalmente preservado.
A técnica do "cell shading" uma espécie de sombreamento que deixa os gráficos 3D com cara de desenho animado foi usada na medida certa. Os personagens parecem ganhar vida na tela.
A música de abertura do game é de fazer qualquer fã da série chorar. Uma nova canção, interpretada por Hironobu Kageyama, o cantor da música oficial da série de TV, foi feita especialmente para o jogo.
O estilo de narrativa do desenho foi preservado. No meio da luta, animações enfatizam os momentos dramáticos, as magias e golpes especiais. A superação das dificuldades, um dos temas da série animada, também é premiada com animações especiais.
Quando Goku ou qualquer outro personagem está em desvantagem, ele retrocede, toma fôlego e diz que não pode desistir. Essa filosofia nipônica de superação e esforço constante é um dos temperos mais legais de Dragon Ball Z: Burst Limit. Os valores que são passados no desenho, como a importância da força de vontade, da proteção dos inocentes e da luta pelo bem maior, conseguiram passar intactos pela adaptação do jogo.
As lutas são diretas e velozes. O esquema de comandos de DBZ: BL é bem simples. Em vez de seqüências longas de comandos, como em Street Fighter e Mortal Kombat, o jogo propõe combinações curtas, que facilitam a vida dos novatos.
Com um pouco de treino, é possível disputar combates épicos, cheios de magias e destruição do cenário.
Jogar em dupla é genial, mas o modo para um jogador é onde DBZ: BL brilha. O jogo recria os momentos-chave do desenho. E não é uma mera transcrição para 3D. Com planos de câmera diferentes e dublagem atualizada, é como se o desenho ganhasse vida.
Para o fã da série, é impossível não ficar emocionado com tal capricho. Pena que o game só venha dublado em japonês ou inglês...



