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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou nesta terça-feira (28) que o governo pretenda lançar uma nova versão do programa Desenrola, voltado para a repactuação de dívidas. Em entrevista à RedeTV!, ele argumentou que o endividamento no Brasil se agravou com a pandemia de Covid-19, tornando necessária a política pública.
"O grande valor que eu defendo, o que eu quero com o programa Desenrola, é que as pessoas paguem as suas dívidas. [...] Se essa dívida ficar muito grande, a pessoa não vai honrar. Ainda que ela queira, essa parcela não vai caber no bolso", argumentou, criticando as taxas de juros impostas pelos bancos e detalhando as tratativas por uma redução.
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A fala ocorreu no mesmo dia em que o governo prorrogou a adesão ao Desenrola 2 para 31 de agosto. A Fazenda fala em R$ 22 bilhões em renegociações, atingindo cerca de 3,6 milhões de pessoas e reduzindo a dívida de R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões.
A segunda versão do Desenrola surgiu após um agravamento no cenário de endividamento. Dados do Serasa revelaram o surgimento de 9 milhões de inadimplentes, levando a população no vermelho a 81,4 milhões. Com o sistema bancário, o total dos débitos representa quase metade da renda das famílias acumulada nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Banco Central (BC). Já a Confederação Nacional do Comércio (CNC) foi a campo e ouviu de 81,6% dos entrevistados que há dívidas acumuladas.
Para Durigan, a população deve enxergar o Desenrola não como um programa estrutural, mas como uma medida para sanar problemas mais sérios. O ministro atribuiu aos juros o agravamento da situação das famílias, mas minimizou o impacto da responsabilidade fiscal no indicador, afirmando que "essa é uma explicação mais eleitoral do que econômica" . O Comitê de Política Monetária (Copom) tem citado as contas federais como justificativa para manter cautela na queda da taxa Selic.




