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girls 4 tech

Ebanx lança EAD gratuito de programação para meninas de todo o Brasil

Além dos ensinamentos técnicos sobre HTML e CSS, o curso gratuito ensina a aplicação da tecnologia no dia a dia, oferece empoderamento feminino e oportunidade

  • PorGazeta do Povo, com informações de Fabiane Ziolla Menezes
  • 26/03/2019 15:46
Na foto, um dos cursos presenciais do Girls 4 Tech, em 2018, na sede do Ebanx | Divulgação/Ebanx
Na foto, um dos cursos presenciais do Girls 4 Tech, em 2018, na sede do Ebanx| Foto: Divulgação/Ebanx

O projeto Girls 4 Tech, criado no ano passado pela Ebanx e a Junior Achievement Paraná com a missão de ensinar conceitos básicos de programação a meninas estudantes de instituições públicas de Curitiba, acaba de dar um grande passo: foi transformado em EAD gratuito e acessível para jovens mulheres de todo o país. É um passo importante na missão de reduzir o gap de gênero no setor de tecnologia, tanto do ponto de vista das empresas, que carecem de talentos e diversidade na área, quanto das meninas, que ganham conhecimento e também um contato valioso com o setor se desejarem seguir carreira no futuro. 

“Essa iniciativa tem o poder de contribuir para mudar uma realidade de todo o país, ainda mais agora com a opção de EAD. O objetivo final do programa é mostrar para essas meninas que a tecnologia é um opção de carreira para elas, mirando na base da ausência das mulheres no mercado de tecnologia”, explica Nayana Rogal, coordenadora de Cultura do Ebanx.

Além dos ensinamentos técnicos sobre HTML e CSS, o curso gratuito explica a aplicação da tecnologia no dia a dia das estudantes. A iniciativa envolve educação, empoderamento feminino e oportunidade. 

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“Existe um espírito de colaboração muito grande entre as startups, dentro do ecossistema em que estamos inseridos. Um programa como o Girls 4 Tech, e uma iniciativa como o EAD do Girls 4 Tech, são capazes de inspirar o que estiver ao redor. Podemos estar ajudando a formar a mulher que será a próxima gerente de desenvolvimento do Ebanx ou da startup ao lado”, afirma Rogal.

Segundo ela, iniciativas como essa vão se integrando de forma orgânica, e se complementando no universo das startups. “E tudo com um objetivo comum: mudar as estatísticas que mostram que só 20% do mercado tecnológico no Brasil é ocupado por mulheres. A intenção é mudar isso desde a base, no momento em que essas jovens estão escolhendo a carreira que vão seguir.”

Foi isso o que aconteceu com Camile dos Santos Prestes, 20 anos, jovem que participou da primeira turma presencial do Girls 4 Tech, em 2018. A então estudante do ensino médio pensava em cursar arquitetura em uma universidade privada antes de participar do curso. “Eu sempre gostei de computadores, programas, aplicativos, mas não via nesse meio uma profissão. O projeto despertou em mim um universo de possibilidades”, diz ela. Incentivada pelas mentoras do curso, Camile resolveu se arriscar no vestibular de uma universidade federal.

“Eu nunca nem pensei na possibilidade de conseguir passar em uma univerdade federal e hoje sou a primeira pessoa da minha família a ingressar no ensino superior”, comemora. Atualmente Camile cursa Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Camile, 20 anos, em um dos cursos presenciais do Girls 4 Tech do ano passado, em Curitiba (PR).Divulgação/Ebanx

“É um projeto incrível que precisava mesmo ser multiplicado. O Girls 4 Tech nos desperta para novas possibilidades. Me ensinaram muito sobre tecnologia mas, principalmente, sobre persistência. Ao fazer o curso eu comecei a pensar nas possibilidades que o mercado da tecnologia me ofereceria, por ser um amplo nicho de trabalho que envolve diversas áreas de atuação. Temos a possibilidade de desenvolver, reinventar e melhorar as coisas”, completa ela. 

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Para as empresas, a diversidade de gênero entre os colaboradores tem impacto direto na produtividade e na inovação. No Ebanx, Rogal explica que o ganho vem com a “pluralidade de ideias” e os “novos pontos de vista” para a criação de soluções. “O nosso produto atende um público que é plural, por isso, temos a necessidade de um time diverso, que vai pensar em soluções para um público diverso”, diz ela. 

Entre abril e novembro de 2018, além da Camile, participaram da etapa presencial do Girls 4 Tech do Ebanx aproximadamente 55 meninas, entre 15 e 18 anos, em seis turmas. Esta etapa presencial foi baseada no programa Girl 4 It da Júnior Achievement Paraná, e cada grupo teve um total de 16 horas de aula, divididas em três quartas-feiras ou dois sábados, e ministraras no headquarters do Ebanx, no Shopping Itália, em Curitiba. As jovens programaram jogos simples para entender a lógica de programação. No final, entregaram um blog desenvolvido por elas, com base em tudo o que aprenderam. 

Como vai funcionar o EAD Girls 4 Tech

Baseado em vídeo-aulas ministrados por desenvolvedoras do Ebanx, avaliações, materiais de apoio e fórum de debates entre os alunos, o EAD Girls 4 Tech é ofertado por meio de uma plataforma online, on demand e é dividido em 3 módulos. Entre as matérias que compõem a grade curricular estão: História das mulheres na computação; por que aprender programação; e as linguagens HTML e CSS.

As inscrições para o EAD Girls 4 Tech podem ser feitas no site do projeto. Logo depois da inscrição, as interessadas recebem um e-mail comunicando que podem começar o curso a qualquer momento. As alunas precisam finalizar todo o conteúdo em 60 dias para receber o certificado Ebanx.

E embora o foco do projeto sejam as meninas, na prática, no EAD Girls 4 Tech não há limite de idade nem de gênero para quem quiser participar.

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