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A Embraer anunciou nesta terça-feira (27) um acordo estratégico para fabricar aviões na Índia com a instalação de uma linha de montagem e a expansão direta da indústria aeronáutica brasileira no mercado indiano. A iniciativa, em parceria com a Adani Defence & Aerospace, mira a crescente demanda da aviação regional do país.
O acordo foi oficializado em Nova Deli, capital indiana, e prevê cooperação industrial ampla, envolvendo produção de aeronaves, cadeia de suprimentos, serviços de pós-venda e formação de profissionais.
“As companhias planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós-venda e no treinamento de pilotos”, afirmou a Embraer em um comunicado.
O Memorando de Entendimento estabelece a criação de uma unidade de produção na Índia, além de programas de capacitação técnica e desenvolvimento de mão de obra local.
“O ecossistema proposto está destinado a apoiar a demanda interna e, simultaneamente, gerar um número significativo de empregos diretos e indiretos”, afirmou a empresa sem divulgar valores financeiros.
A Embraer já possui presença consolidada no país, com quase 50 aeronaves de 11 modelos diferentes em operação nos segmentos comercial, executivo e de defesa. A Força Aérea Indiana utiliza modelos como o Legacy 600 e o ‘Netra’ AEW&C, enquanto a companhia regional Star Air opera jatos E175 e ERJ145.
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A parceria fortalece a atuação da Adani no setor aeroespacial e amplia a estratégia industrial do conglomerado liderado por Gautam Adani, tradicionalmente forte nas áreas de portos e energia. Para a Embraer, o movimento consolida sua estratégia de internacionalização e aproximação com mercados estratégicos.
“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Commercial Aviation.
A empresa informou ainda que encerrou o terceiro trimestre de 2025 com uma carteira de pedidos de 490 aeronaves, refletindo o crescimento global da demanda por jatos regionais.
A produção principal da Embraer segue concentrada no Brasil, nos polos industriais paulistas de São José dos Campos, Gavião Peixoto, Botucatu e Taubaté, além de fábricas nos Estados Unidos, Portugal e parcerias em outras regiões.








