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Aviação

Embraer bate recorde de receita e lucra R$ 1,11 bilhão no 2º trimestre do ano

Embraer
Fabricante brasileira teve receita recorde de R$ 11,33 bilhões e entregou 65 aeronaves no período. (Foto: Antônio Milena/Agência Brasil / arquivo)

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A Embraer registrou lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita atingiu o recorde de R$ 11,33 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (10). Os resultados mostram ainda avanço de 30,3% no Ebitda e aumento nas entregas de aeronaves.

A receita cresceu 10,4% na comparação anual, enquanto o lucro atribuído aos acionistas da empresa controladora chegou a R$ 1,08 bilhão, alta de 141,5% sobre os R$ 448,9 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda por jatos e serviços e pela aceleração do volume de entregas.

“Foco contínuo em vendas e eficiência para maximizar os resultados de médio prazo, enquanto investimos em novas tecnologias para uma ambiciosa expansão de longo prazo”, disse a empresa na apresentação dos resultados.

O Ebitda, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 1,81 bilhão, contra R$ 1,39 bilhão no mesmo trimestre de 2025. O crescimento foi de 30,3% em um ano.

A Aviação Executiva foi o principal destaque entre os negócios da companhia, com receita de R$ 3,7 bilhões, aumento de 19% na comparação anual. A Aviação Comercial veio na sequência, com R$ 3,2 bilhões, queda de 2%, resultado que, segundo a Embraer, foi influenciado pela valorização do real diante do dólar.

“Refletindo principalmente a apreciação do real frente ao dólar – que mais do que compensou o maior volume de entregas”, explicou a companhia ao justificar o desempenho da Aviação Comercial.

A área de Defesa & Segurança também apresentou crescimento, com receita de R$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 22% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado, afirmou a companhia, se deve ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, relacionado à carteira de clientes e ao estágio de produção.

A fabricante entregou 65 aeronaves entre abril e junho, o melhor resultado para um segundo trimestre em 16 anos. O número representa crescimento de 7% sobre o mesmo período do ano passado e elevou para 109 o total de aeronaves entregues no primeiro semestre, 20% acima das 91 unidades entregues na primeira metade de 2025.

Segundo a empresa, o avanço nas entregas é resultado do progresso das iniciativas para nivelar a produção. O desempenho também ocorre em um momento de expansão da carteira de pedidos da fabricante.

O chamado backlog, que corresponde ao valor das encomendas já contratadas e ainda não fabricadas ou entregues, chegou a US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre. O montante representa alta de 16% em um ano, estabelece o sétimo recorde trimestral consecutivo e é o maior valor já registrado pela Embraer para um segundo trimestre.

Fundada em 1969 como uma empresa estatal de capital misto, a Embraer surgiu com o objetivo de consolidar a indústria aeroespacial brasileira. Depois de enfrentar uma grave crise financeira no início dos anos 1990, foi privatizada em dezembro de 1994, enquanto o governo federal manteve uma golden share, ação que garante poder de veto em determinadas decisões.

A partir da privatização, a companhia passou por uma ampla reestruturação e se tornou uma das principais fabricantes mundiais de jatos comerciais, com forte atuação no mercado de aviação regional. Mais de 1,9 mil jatos da família E-Jets já foram entregues a mais de 170 companhias e empresas de leasing em cerca de 90 países, principalmente nos Estados Unidos e Europa.

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