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Papo de Mercado

“Empreendedor deve perseguir seus sonhos, e não só pensar em dinheiro”

Oriovisto Guimarães, presidente do grupo Positivo, revela o “caminho das pedras” a empresários

Com uma palestra recheada de citações, metáforas e anedotas o diretor-presidente e sócio-fundador do grupo Positivo, Oriovisto Guimarães, explicou ontem como ajudou a transformar um cursinho pré-vestibular, fundado por oito professores em 1972, numa das maiores companhias do país, líder na maioria dos segmentos em que atua. A segunda palestra do Papo de Mercado deste ano – evento promovido pelo Caderno de Economia da Gazeta do Povo e patrocinado pela operadora de planos de saúde Amil – atraiu 330 convidados ao Castelo do Batel, em Curitiba. Em outubro, o palestrante será Maurício Pacheco, do grupo Carvajal. Em novembro será a vez de Wilson de Lara, da ALL.

De forma didática, o professor e também reitor do Centro Universitário Positivo (Unicenp) mostrou os segredos de um empreendedor que conseguiu conquistar seu sonho. "Vou começar definindo com o [dicionário] Aurélio, para fazer uma propagandinha também: 'empreender é deliberar-se a praticar, propor-se, tentar'", enunciou. O Aurélio, dicionário mais vendido no Brasil, é publicado pela Editora Positivo, quinta maior vendedora de material didático para escolas públicas, e impresso pela Posigraf, gráfica líder nacional no segmento de livros, revistas, impressos comerciais e promocionais.

Exemplo de empresário bem-sucedido, Guimarães contou "não acredita em empresário que só pense em dinheiro". E citou o publicitário Nizan Guanaes, que certa vez: "Não paute sua vida pelo dinheiro. Ame o que você vai realizar que o dinheiro vem por consequência". O exemplo de Nizan foi complementado por Guimarães: "Vocês acham que o Vinícius de Moraes e o Tom Jobim pensaram em quantas cópias iriam vender ao compor 'Garota de Ipanema'?"

Apesar disso, Oriovisto afirmou que o empreendedor não deve se esquecer do dinheiro, sob pena de virar um sonhador. Assim, uma empresa deve controlar rigidamente receitas e despesas. O dinheiro, segundo ele, não deve ser o fim, mas sim o meio para se alcançar um sonho.

Os resultados do grupo Positivo, que emprega 5,8 mil funcionários, falam por si só. Em 2005, o faturamento foi de R$ 1 bilhão, número que quase dobrou em 2006, atingindo R$ 1,85 bilhão.

Guimarães ponderou que as dificuldades de mercado, como excesso de legislação, tributos pesados e concorrência feroz podem causar medo ao empreendedor, mas essa insegurança não pode impedi-lo de continuar. "O medo é importante, ele mostra o que é perigoso."

O empresário acrescentou que é preciso ter em mente que uma empresa não pode tudo, pois o sucesso é alcançado por quem conhece as limitações e o que não deve fazer. "É necessário coragem e persistência, mas quem não ama seu trabalho vai ser um infeliz total, porque o que nós mais fazemos é trabalhar", concluiu.

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