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empreendedorismo

Um “intensivão” para criar startups

A equipe da Ideia no Ar: meta de ter 100 projetos até o fim do ano. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
A equipe da Ideia no Ar: meta de ter 100 projetos até o fim do ano. (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Quatro meses. Essa é a duração do “intensivão” que a empresa Ideia no Ar propõe para ajudar empreendedores a desenvolverem seu próprio negócio com base tecnológica. Atuando há pouco mais de dois anos, a empresa se consolidou como uma lançadora de startups, em uma alternativa às tradicionais incubadoras e aceleradoras – a intenção aqui é focar nos primeiros estágios do negócio, validando o projeto com potenciais clientes e entregando um sistema com funcionalidades para atender aos futuros usuários, como um site ou aplicativo para celular.

O processo de “lançamento” tem quatro etapas: validação do problema que o empreendedor quer resolver, validação da solução proposta, desenvolvimento do modelo de negócio e, por fim, entrega do produto. O dono da ideia se envolve diretamente e recebe a cada semana novas tarefas, que nortearão as próximas ações. “Nós não desenvolvemos a ideia do nosso cliente. Não trabalhamos para ele, mas sim para o usuário final dele. O nosso trabalho é apoiar este empreendedor com ferramentas e processos e mostrar a ele para onde olhar”, explica Thiago Alves, sócio-fundador da empresa ao lado dos amigos Luís Ribeiro e Phillippe Santana.

A equipe fixa da Ideia no Ar conta hoje com 12 pessoas, além de uma rede de “lançadores” freelancers: designers, desenvolvedores e programadores que assumem a tarefa fundamental de dar uma “cara” para o negócio e transformá-lo de fato em um produto ou serviço. Entre os projetos já lançados, por exemplo, estão um aplicativo para localizar restaurantes vegetarianos e um site para solicitar fretes.

A empresa tem a seu favor o fato de habitar um ambiente inspirador para negócios inovadores – a Ideia no Ar foi uma das primeiras empresas a se mudar para a Fantástica Casa das Startups, novo escritório de coworking no bairro São Francisco. É de lá que a equipe planeja a expansão dos negócios, com a meta de atender 100 projetos até o final do ano – por enquanto foram 86 –e superar a marca de R$ 1 milhão em faturamento ainda em 2015.

Negócio

O custo que o empreendedor paga para lançar a startup é fixo em R$ 15 mil, independente do porte do projeto. Não há uma seleção prévia ou pré-requisitos. “No contrato, é definido o número de funcionalidades que esse produto terá, mas não quais serão elas, porque isso será discutido no processo. Assim, o cliente se preocupa com o core business, enquanto atuamos na solução e desenvolvimento”, afirma Santana.

A intenção do Ideia no Ar é apostar cada vez mais em um modelo de negócio digital para que todo o processo possa ser feito de forma online, o que permitiria atingir um público mais amplo – atualmente, dois terços dos atuais clientes são de Curitiba. Outro plano em desenvolvimento é a criação de um sistema de franquias, para instalar equipes fixas da Ideia no Ar em cidades do interior do estado.

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