A Glencore International AG, multinacional suíça fornecedora de commodities para consumidores industriais, negocia a aquisição do controle acionário da Sperafico Agroindustrial, de Toledo (Oeste do estado), segundo informação publicada pelo jornal Valor Econômico.
A Sperafico afirma que o negócio deve ser anunciado oficialmente pelo diretor-presidente do grupo, Denis Sperafico, nas próximas semanas, após conclusão de uma auditoria interna realizada na empresa paranaense. A Glencore do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, declara que a empresa não divulga informações sobre seus investimentos.
A Sperafico completou 50 anos em 2007, ano em que teve faturamento de R$ 1,2 bilhão. Mesmo assim, a empresa vem enfrentando falta de capital de giro e problemas no pagamento aos fornecedores, dificuldades atribuídas ao alto preço da soja nos últimos meses. Com o negócio, o grupo suíço deve garantir um aporte de capital e assumir as dívidas da empresa paranaense.
A estrutura da Sperafico inclui cinco unidades industriais nas cidades de Marechal Cândido Rondon (PR), Orlândia (SP), Bataguassu e Ponta Porã (MS) e Cuiabá (MT) , que juntas processam 7 mil toneladas de soja diariamente. A empresa também comercializa trigo, milho, produtos de nutrição animal, óleo vegetal e insumos.
Investidor de peso
Sediada em Baar, na Suíça, a Glencore é uma das maiores fornecedoras mundiais de commodities e matérias-primas para a indústria automotiva, de produção de energia, siderúrgica e processamento de alimentos.
O grupo suíço, que possui ativos de US$ 60 bilhões e faturou US$ 142,3 bilhões em 2007, emprega diretamente mais de 2 mil pessoas em todo o mundo, nos seus 50 escritórios distribuídos em 40 países. Indiretamente, são mais de 60 mil empregos ligados à cadeia produtiva das 19 fábricas distribuídas em 12 países.
As operações agrícolas da Glencore distribuem-se em países da União Européia e do norte da África, Rússia, Ucrânia, Casaquistão e Austrália. Na América do Sul, subsidiárias da empresa têm cinco beneficiadoras de arroz no Uruguai e na Argentina. As operações incluem ainda parcerias para a produção de biodiesel e o controle de uma unidade de processamento de girassol.



