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Empresas estão à procura de temporário com “atitude”

Com oferta de emprego maior, empregadores percebem comprometimento menor dos candidatos, mas esse comportamento atrapalha efetivação

Empresas ofereceram 8,7 mil vagas temporárias ontem, em Curitiba | Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo
Empresas ofereceram 8,7 mil vagas temporárias ontem, em Curitiba (Foto: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo)
Veja quais são as qualidades mais valorizadas pelas empresas |

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Veja quais são as qualidades mais valorizadas pelas empresas

Com a taxa de desemprego na Grande Curitiba em 4,5%, o menor patamar histórico, as empresas estão encontrando dificuldades para preencher as vagas temporárias abertas em função das festas de fim de ano. Segundo as agências de recursos humanos, o número de candidatos disponíveis é menor em relação aos natais anteriores e os recrutadores também apontam dificuldades em encontrar profissionais com a qualificação desejada para as funções. Como 70% das vagas estão no setor de comércio, em postos relacionados ao atendimento ao público, as empresas contratantes exigem habilidades como iniciativa e comunicação, considerada a principal carência nos candidatos.

Danilo Padilha, diretor da Associação Brasileira das Em­­presas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (As­­serttem) no Paraná, estima que a avaliação de perfil comportamental se tornou o quesito responsável por eliminar grande parte dos candidatos às vagas temporárias. "Não temos pesquisas que apontam para a sobra de vagas de fim de ano, mas é evidente que temos encontrado dificuldade para encontrar pessoas para trabalhar", relata Padilha, que também é diretor da Neo RH. "A qualificação escolar conta um pouco, mas o principal problema é a questão comportamental. Hoje já virou tendência as empresas oferecerem treinamento profissional. Mas faltam pessoas que tenham força de vontade, que vistam a camisa da empresa e façam algo além do que é solicitado", enumera.

De acordo com pesquisa realizada pela associação, cerca de 30% dos profissionais deverão ser efetivados após o fim do contrato temporário. Padilha analisa que as chances de um temporário virar efetivo aumentam à medida que o funcionário demonstre proatividade. "É preciso demonstrar interesse pela empresa, afinal será o lugar em que a pessoa vai passar maior parte do dia. Normalmente, o que vemos ocorrer em entrevistas é o oposto. Temos de pedir aos candidatos que se informem, com pesquisas na internet, sobre a empresa à qual estão sendo encaminhados para seleção", cita.

Para os jovens à procura do primeiro emprego, Padilha recomenda que não se intimidem diante da falta de experiência profissional. "Conheço profissionais que, quando entraram, não sabiam nada sobre o setor. Mas tinham vontade de aprender, e hoje são gerentes de multinacionais", exemplifica. "Os profissionais que tem iniciativa acabam efetivados e constroem carreira dentro da empresa", acrescenta.

Vagas abertas

Ontem, a Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego de Curitiba iniciou um mutirão de emprego temporário 8,7 mil vagas ofertadas (leia mais nesta página). Na Agência do Tra­ba­lhador de Curitiba, ligada à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social (SETP), há outras 750 vagas temporárias em aberto.

Tradicionalmente, os maiores empregadores na época do Natal são as lojas de rua, os supermercados e os shoppings. Para esses estabelecimentos, as principais funções contratadas são analista de crédito, atendente, auxiliar de crediário, embalador, estoquista, etiquetador, fiscal de caixa e de loja, operador de telemarketing, promotor de vendas, repositor e vendedor. A remuneração média fica entre R$ 650 e R$ 890, além do pagamento de horas extras e prêmios por desempenho, que podem até dobrar o ganho mensal.

Para o secretário de Estado do Trabalho, Tércio Albuquerque, os candidatos estão mais seletivos em relação ao perfil das colocações ofertadas.

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