Um ano depois do início da crise econômica, os empresários começam a se preparar para voltar a crescer. Um levantamento exclusivo realizado pela Paraná Pesquisas a pedido da Gazeta do Povo entre as maiores empresas do estado mostra que 90% estão otimistas em relação ao segundo semestre deste ano e 96% acreditam que a economia vai crescer em 2010. O bom ânimo pode ser medido pelo ritmo de investimentos. O levantamento mostra que, apesar dos tropeços da economia e das incertezas geradas pela crise, 68% das empresas mantiveram ou até aumentaram o volume de investimentos desde setembro do ano passado.Mesmo com vendas fracas nos primeiros meses do ano, metade dos entrevistados preveem fechar 2009 com um faturamento maior do que em 2008 e 55% com aumento de vendas na mesma base de comparação. O levantamento, realizado entre 15 e 24 de setembro, ouviu representantes de 71 das maiores empresas do estado, de acordo com o ranking elaborado pela Revista Amanhã.
"Um otimismo como esse é supreendente e revela, na verdade, que os efeitos da crise sobre a economia foram menores do que o esperado. Ele comprova que de fato o Brasil deve ser uma das economias que vão se recuperar mais rapidamente", diz Murilo Hidalgo Lopes de Oliveira, diretor da Paraná Pesquisas.
A crise, que espalhou terror nos mercados internacionais no ano passado, aos poucos vai deixando de ser a principal fonte de preocupação das empresas. Na pesquisa, apenas 6% dos entrevistados a consideram como o principal problema no momento.O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, a queda da taxa de juros e a retomada dos níveis de crédito, fazem crescer a confiança de que o pior já ficou para trás. A velocidade da retomada da economia, porém, divide os empresários. Enquanto 28% acreditam que ela virá no primeiro trimestre de 2010, 25% creem que será rápida, ainda em 2009, o mesmo porcentual de quem acredita que a recuperação só virá depois do segundo semestre do próximo ano. A retomada dos investimentos também pode ser medida pelo movimento na indústria de máquinas e equipamentos, que pela primeira vez desde a eclosão da crise vem registrando aumento no número de consultas de empresas interessadas em comprar maquinário. De acordo com a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas nacionais cresceram 18% em agosto na comparação com julho, somando R$ 6 bilhões.



