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Crise do Banco Master

Endereços ligados a Vorcaro sofrem busca da PF e bloqueio de R$ 5,7 bilhões

Daniel Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, figura central de uma investigação da PF. (Foto: Gurometal/Wikimedia Commons)

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira um esquema de fraudes envolvendo o Banco Master e o seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Nesta nova fase, a PF mira endereços ligados a ele, familiares e aliados, com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também foram bloqueados R$ 5,7 bilhões em bens.

"A segunda fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais", afirmou a PF em nota.

A Gazeta do Povo procurou a defesa de Daniel Vorcaro e o Banco Master e aguarda retorno.

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De acordo com as primeiras informações, alguns dos alvos das buscas estão em endereços de gestoras de fundos na Avenida Faria Lima, em São Paulo, localidade tida como o "coração" do mercado financeiro brasileiro.

Os empresários e investidores Nelson Tanure e João Carlos Mansur, este último ex-CEO da Reag Investimentos, também são alvos da operação. Em agosto do ano passado, a Reag entrou na mira da Polícia Federal pela suspeita de gerir fundos de investimentos utilizados pelo PCC, descobertos durante a Operação Carbono Oculto.

Entre os bens apreendidos pela Polícia Federal, estão aparelhos celulares, carros e dezenas de artigos de luxo, equipamentos eletrônicos, armas e munições, dinheiro em espécie e documentos.

"As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações", completou a PF.

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As suspeitas sobre Vorcaro

Daniel Vorcaro é suspeito de comandar um grande esquema envolvendo altas autoridades para vender carteiras de crédito sem lastro ao Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12 bilhões -- revelado na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro do ano passado. Posteriormente, ele teria arquitetado uma operação para o banco estatal adquirir parte do Banco Master, numa transação que foi negada pelo Banco Central.

No final do ano passado, o ministro Dias Toffoli levou para seu gabinete toda a investigação e decretou sigilo máximo dos autos. Dias depois, foi descoberto que ele viajou para a final da Copa Libertadores da América, no Peru, de "carona" em um avião junto de um advogado do Banco Master.

Posteriormente, Toffoli também estabeleceu que todas as novas diligências e medidas relacionadas à investigação do Banco Master só poderão ser realizadas com autorização prévia da Corte. A justificativa apresentada é a suspeita de que a apuração envolva pessoas com foro privilegiado.

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