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Inovação

Primeiro ônibus movido a energia solar vai ganhar as ruas de Florianópolis

O veículo elétrico foi projetado pelo Centro de Pesquisa em Energia Solar Fotovoltaica da UFSC e fará o trajeto entre o laboratório e o campus da universidade

  • Lucas França Especial para a Gazeta do Povo
 | Divulgação
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O primeiro ônibus elétrico 100% movido a energia solar do Brasil vai ganhar as ruas em dezembro deste ano. O veículo vai ligar o campus da Universidade Federal de Santa Catarina ao Centro de Pesquisa e Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica, em Florianópolis (SC).

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No teto do ônibus, baterias de lítio (parecidas com as dos celulares) irão armazenar a energia gerada pelas placas fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e irá percorrer 200 quilômetros por dia – quatro vezes o trajeto de ida e volta entre o campus e o centro de pesquisa. Tudo isso sem emitir poluentes e sem produzir ruídos.

O percurso durará de 25 a 30 minutos, cerca de um terço do tempo gasto, normalmente. nesse tempo, os usuários terão a possibilidade de trabalhar. “Usamos o conceito de deslocamento produtivo. Ele tem mesas de escritório e de reunião, com tomadas e internet wifi. Além disso, não haverá cobrança nenhuma de passagem, será totalmente gratuito”, comenta Ricardo Rüther, coordenador do Centro. Os ônibus poderão ser usados por alunos, professores, funcionários e toda a comunidade universitária.

Rüther comenta que quando o ônibus estiver parado no trânsito, não haverá consumo de energia, como acontece com os veículos com motores à combustão. Além disso, a tecnologia de frenagem regenerativa do ônibus será capaz de gerar energia através das rodas, para ser injetada nas baterias, aumentando a autonomia do veículo.

Apesar de o custo para construir o ônibus ainda ser elevado – R$ 1 milhão –a intenção é demonstrar a viabilidade técnica e econômica do projeto para o futuro, quando o ganho de escala deve ajudar a baratear o custo das baterias, ainda bastante elevado. “Não é um projeto para solucionar o problema do campus”, afirma Rüther.

Laboratório

O projeto nasceu de um convite do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) ao Centro de Pesquisa da UFSC, que tem experiência no assunto e já criou dois barcos elétricos solares.

Além do ônibus elétrico movido a energia solar, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) financiou, em 2015, a construção do laboratório no qual foi desenvolvido o automóvel.

Foram R$ 3,6 milhões investidos no laboratório, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Em nosso laboratório, temos cerca de 100 quilowatts (kW) de geração solar, dos quais 60 kW são necessários para atender a todo o consumo de eletricidade do laboratório, que tem cerca de 700 metros quadrados. Os outros 40 kW, injetamos hoje na rede elétrica para ser utilizado em nosso campus central da UFSC”, explica o coordenador.

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