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automóveis

Um alemão louco

O grupo Servopa nasceu nos anos 1950, em Curitiba, pelas mãos do imigrante Rudolf Richard Petersohn. Ao longo dos tempos, a diversificação de marcas e serviços ampliou o negócio e fez dele um modelo nos setores de consórcio e distribuição de veículos

  • Lana Canepa, especial para a Gazeta do Povo
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Um alemão louco

Na segunda metade da década de 1950, um imigrante alemão chegou a Curitiba com a intenção de abrir uma oficina mecânica no centro da cidade. O empresário se chamava Rudolf Richard Peter­sohn. Ele conseguiu um terreno na Avenida Vicente Ma­chado. Talvez por ser alemão tenha sido mais fácil receber uma autorização para revender a marca Volkswagen na região. No ano seguinte, o negócio começou a dar certo e ele achou que precisava de um terreno maior para abrigar a empresa. Decidiu deixar o centro da cidade e se instalar no bairro Rebouças, na Rua Rockfeller, 1.118.

SLIDESHOW: Veja fotos do grupo Servopa

Foi nesse endereço que a distribuidora de veículos Serviços Volkswagen Pa­ranaense (Servopa) ficou conhecida de muitos curitiba­nos. "Na época, o senhor Pe­tersohn foi criticado, considerado louco por deixar o centro e se instalar em uma área considerada longínqua porque aqui em volta só tinha madeireiras. Fomos a primeira empresa de automóveis a sair do antigo centro de Curitiba", conta o atual diretor do grupo, Roger Pedroso.

Em meio ao momento turbulento pelo o que passa o setor automotivo, a Servopa faturou no ano passado R$ 1,8 bilhão e atingiu neste ano a marca histórica de 300 mil carros vendidos. Segundo a empresa, os números são resultado, entre outros fatores, de uma diversificação de marcas e serviços que começou ainda em 1966, com o lançamento do negócio de consórcios, passando pela entrada no nicho de caminhões, em 1983. "Na época, houve chacota no mercado porque o líder disparado na venda de caminhão era a Mercedes Benz. Hoje, porém, a Volkswagen Caminhões é líder do mercado há mais de 10 anos", afirma.

O passo seguinte na diversificação ocorreu na década de 1990, com a abertura da empresa para nove outras marcas: Hyundai, Honda, Audi, Harley Davidson, Triumph e Ducati.

Além da venda de veículos, o grupo oferece consórcio, financiamento, cuidados pós-venda, seguro e serviços de manutenção para o veículo. "Fazemos bem o começo, meio e fim, com foco no atendimento correto e preço justo. Como a Servopa começou em 1955, é difícil achar uma família genuinamente curitibana que não tenha feito uma transação comercial com a gente", conclui o diretor da empresa.

Para Pedroso, o planejamento sólido é um dos grandes trunfos da Servopa. "Porque uma empresa não quebra por falta de patrimônio, ela quebra por falta de caixa. A Servopa é como uma árvore em solo fértil: ela tem uma boa raiz, pode vir à tempestade que vier – a crise econômica que vier – ela balança, perde as folhas, mas continua em pé", acrescenta.

Empresa espera repetir resultados de 2012

Em um contexto econômico complicado para o setor automotivo, com a indústria pressionada pela alta do dólar, os bancos mais seletivos na concessão de crédito que há três anos e a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) esperando um crescimento de 1% a 2%, apenas, em vendas, o grupo Servopa espera repetir os resultados de 2012 neste ano, com um faturamento de R$ 1,8 bilhão. "O ano de 2013 está sendo um pouco difícil porque nosso ramo é muito sensível às linhas de crédito que, hoje, estão um pouco mais limitadas. Mas nós tivemos os pacotes que o governo deu, fizemos antecipação de compras de veículos e eu posso dizer que a procura entra na rotina normal", afirma o diretor do grupo, Roger Pedroso. Ele aposta na ramificação do grupo – são 16 lojas no Paraná e Rio Grande do Sul – e nas referências de bom atendimento da Servopa para atingir esse resultado. O grupo foi o único distribuidor brasileiro a receber o prêmio Diamond Pin da Volkswagen Internacional, de melhor revenda, por cinco vezes.

Servopa

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