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Estre Ambiental vai investir R$ 20 mi na RMC

Montante será aplicado ainda neste ano em uma usina de reciclagem da Cavo, empresa que pertence à Estre desde março de 2011

Presidente da Estre, Wilson Quintanella Junior, conversa com funcionários da Cavo | Divulgação
Presidente da Estre, Wilson Quintanella Junior, conversa com funcionários da Cavo (Foto: Divulgação)

O mercado de resíduos movimenta cerca de R$ 20 bilhões no país e é nesta cifra que a Estre Ambiental, empresa paulista comandada por Wilson Quin­­tanella Junior, de 55 anos, está de olho. Em março de 2011, a Estre comprou a Cavo, empresa que presta o serviço de limpeza em Curitiba e Região Metro­­­politana, por R$ 610 milhões, em parceria com o BTG Pactual, e até o fim de 2012 pretende investir pesado em tecnologia para aumentar a eficiência de seu braço paranaense. Na RMC está confirmada a aplicação de R$ 20 milhões em uma usina de reciclagem, que será instalada em local ainda não confirmado. A usina vai receber o lixo seco oriundo da coleta domiciliar e terá capacidade para processar 10 toneladas de lixo por mês. Essa cifra poderá triplicar se confirmados outros investimentos que devem ser feitos em parceria com o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos.

Embora não divulgue o cronograma dos investimentos, Quintanella defende a inovação nos processos para ampliar os lucros, manter-se no mercado à frente das concorrentes e gerar soluções ambientais. Não é para menos. Com a aprovação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos o negócio dele vai ser ainda mais interessante e lucrativo: a legislação prevê que, em 2014 as prefeituras tenham eliminado seus "lixões" e buscado novo formato para a gestão do lixo, promovendo a separação entre os resíduos e os rejeitos, aquilo que, de fato, merece ir para o aterro, que terá de ser tratado. "O resíduo passou a ter valor comercial e a tendência é que ele passe a fazer parte da economia mais efetivamente", indica o empresário. Isso porque, daquilo que é descartado, surgem pelo menos dois recursos: geração de energia e material reciclável. Com a mudança nas regras, quem é responsável pelo lixo terá de procurar soluções oferecidas pela Estre. "Ter mais caminhões na rua é mais lucrativo para mim. No entanto, seria um contrasenso, porque a nossa companhia está no ramo da sustentabilidade e do meio-ambiente", diz.

Oportunidade

A Estre Ambiental foi fundada há 14 anos com base, de acordo com o dono do negócio, em três fatores: a globalização e padronização de hábitos das empresas; a Lei de Responsabilidade Fiscal, de 2000, que regulou a gestão financeira e permitiu a negociação mais facilitada com prefeituras e órgãos do poder público; e a Lei de Crimes Ambientais, de 1998, que prevê sanções civis, penais e administrativas para quem prejudica o meio ambiente.

Para Quintanella, a iniciativa privada tem logística e capacidade para manter um sistema de coleta e destinação do resíduo mais barato que o poder público. "O processo está se modernizando. A mudança não permite que falte qualidade quando o assunto é tratar do lixo", afirma.

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