O FBI (polícia federal americana) anunciou nesta quinta-feira (19) o fechamento da página de downloads Megaupload após uma investigação de dois anos que resultou na prisão de quatro pessoas na Nova Zelândia pelo suposto crime de pirataria virtual.
O Megaupload.com é um grande website de hospedagem de conteúdo. Seus fundadores e empregados foram acusados por um júri dos Estados Unidos de um grande esquema de violação de direitos autorais, a última disputa numa guerra contra a pirataria de filmes e músicas. O grupo, chamado pelos promotores de "Mega Conspiracy", foi acusado de se envolver num esquema que tirou das mãos de detentores de direitos autorais por volta de 500 milhões de dólares e gerou mais de 175 milhões de dólares em rendimentos criminosos, de acordo com a acusação revelada nesta quinta-feira (19). "Em troca de pagamento, a Mega Conspiracy fornece reprodução e distribuição rápida de obras registradas a partir de seus servidores localizados ao redor do mundo", disse a acusação. Um tribunal federal na Virgínia ordenou que 18 domínios associados ao grupo fossem confiscados. Além disso, por volta de 20 mandados de busca foram executados nos EUA e em oito outros países. Os fundadores da empresa - Kim Dotcom, também conhecido como Kim Schmitz e Kim Tim Jim Vestor, e Mathias Ortmann - foram indiciados. O vice-presidente de marketing e responsável pelo setor de vendas, Finn Batato, o responsável pelo setor de desenvolvimento Sven Echternach e outros funcionários da empresa foram também detidos. As acusações incluem violação de direitos autorais e conspiração para realizar extorsão, violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro. Dotcom, Batato, Ortmann e outro indivíduo foram detidos em Auckland, Nova Zelândia, por autoridades locais nesta quinta-feira, disse o Departamento de Justiça dos EUA. Echternach e dois outros continuam em liberdade. As acusações emergem em um momento em que o Congresso norte-americano tem dificuldades em função de legislação promovida pelas indústrias do cinema e da música para reduzir a pirataria online e o roubo de conteúdo. Grandes sites como o Google e o Facebook se opuseram e afirmaram que, da maneira como a legislação foi redigida, ela levaria à censura.



