A Panasonic anunciou nesta sexta-feira (7) que vai adquirir a rival de menor porte Sanyo, criando a maior fabricante de eletrônicos do Japão. O acordo prenuncia uma consolidação futura de um setor atingido pela desaceleração de demanda dos consumidores.
A aquisição, estimada por analistas em US$ 8,8 bilhões, fortalecerá a Panasonic no segmento de baterias recarregáveis e equipamentos de energia solar, duas áreas com forte potencial de crescimento.
A Panasonic também se tornará o segundo maior conglomerado mundial detentor de uma grande divisão de eletrônicos, atrás da General Electric, reafirmando sua estratégia de impulsionar lucros por meio de entrada em novos mercados e ampliação de escala. "Como resultado dessa fusão, a Panasonic se tornará uma empresa enorme, a Toyota dos aparelhos eletrônicos. Isso será bom", disse Nagayuki Yamagishi, estrategista do Mitsubishi UFJ Securities.
A Panasonic não informou quanto planeja oferecer por cada ação da Sanyo, mas Koya Tabata, analista do Credit Suisse, estimou nesta semana que a Panasonic pode oferecer até 140 ienes por papel da Sanyo, avaliando a empresa em até 862 bilhões de ienes (US$ 8,8 bilhões).
Baterias
Anteriormente conhecida como Matsushita Electric, a Panasonic, maior fabricante de televisores de plasma do mundo, tem interesse na Sanyo devido à sua posição de liderança no segmento de baterias recarregáveis, que são amplamente utilizadas em telefones celulares, computadores, tocadores de música e, cada vez mais, em automóveis elétricos.
A Panasonic tem uma parceria de baterias para veículos elétricos com a Toyota Motor, enquanto a Sanyo oferece baterias de níquel metal hidreto para a Ford e para a Honda, além de desenvolver baterias de íon de lítio para automóveis com a Volkswagen.
A compra também possibilitará que a Panasonic entre no mercado de energia solar. A Sanyo é a sétima maior fabricante do mundo de células fotovoltaicas, atrás de rivais como Q-Cells, da Alemanha, Sharp e a Suntech Power, da China.



