A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da "velha Varig", a fatia da empresa que estava em recuperação judicial desde 2005 e que havia sido rebatizada de Flex. A medida foi tomada a pedido do próprio gestor judicial da companhia, a Licks Contadores, porque não havia como pagar as dívidas. Além de débitos trabalhistas, a empresa tinha como credores o Banco do Brasil, a Infraero, a BR Distribuidora, empresas de leasing de aeronaves e o Aerus, o fundo de pensão dos funcionários.
Em 2008, a dívida da Varig superava R$ 7 bilhões. O valor exato depende tanto da correção monetária quanto do resultado de discussões na Justiça sobre dívidas incluídas no plano de recuperação da empresa.
Duas Varig
A empresa foi dividida em duas. Suas autorizações de voo e a marca Varig, livre de dívidas, foram vendidas em leilão para a VarigLog, uma ex-subsidiária. Em 2007, a Gol comprou a empresa. Os demais ativos e as dívidas permaneceram em recuperação judicial. "Fizemos o melhor dentro do que era possível", disse a juíza Márcia Cunha, da 1.ª Vara Empresarial do Rio, que decretou a falência.
Os ativos da "velha Varig" incluem serviços de comunicação por meio de estações de rádio que orientam os pilotos em pousos e decolagens e um centro de treinamento de aeronautas.
A Trip manifestou interesse em assumir os serviços de comunicação. O centro de treinamento será mantido em operação até a venda. Os demais ativos da empresa serão lacrados.
A "velha Varig" ainda emprega 120 pessoas. A juíza diz que o maior bem da "velha Varig" hoje é a esperança de receber R$ 4 bilhões em ação que cobra da União as perdas com o congelamento de tarifas nos anos 80 e 90. A questão será julgada no STF.



