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Fictor pede recuperação judicial após tentativa frustrada de compra do Banco Master com árabes

Fictor
Grupo empresarial pediu recuperação judicial após tentativa frustrada de compra do Banco Master, em 2025. (Foto: reprodução/Youtube Fictor)

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O Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial após o fracasso da tentativa de compra do Banco Master, no ano passado, e que secou o acesso a crédito no mercado. O pedido protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo envolve as empresas Fictor Holding e a Fictor Invest.

Segundo o grupo, a recuperação judicial busca reorganizar dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões e garantir a continuidade das operações. A empresa afirma que a medida é necessária para “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou no comunicado.

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A crise do Grupo Fictor começou após a liquidação extrajudicial do Banco Master decretada pelo Banco Central no dia 18 de novembro de 2025. Na época, um consórcio liderado por um dos sócios da empr3esa havia anunciado a intenção de comprar o banco junto de investidores dos Emirados Árabes Unidos por R$ 3 bilhões, mas a operação foi interrompida pela decisão da autoridade monetária.

No pedido à Justiça, a Fictor pediu um prazo de 180 dias para suspender cobranças, bloqueios e execuções. A intenção é usar esse período para negociar com credores de forma organizada e previsível, para pagar todas as dívidas integralmente “sem nenhum deságio”, ou seja, sem desconto nos valores devidos.

“Nesse período, pela lei, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento de seus compromissos, sem interromper as operações e, consequentemente, preservando mais de 10.000 empregos diretos e indiretos”, pontuou.

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A Fictor ressaltou que, antes da tentativa frustrada de compra do Banco Master, não havia histórico de atrasos ou inadimplência. Após a crise da negociação, a empresa diz que colocou em prática um plano e reestruturação que incluiu a diminuição de sua estrutura física e corpo de colaboradores.

“O objetivo é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas do processo recuperacional”, informou o grupo.

Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No processo, a empresa deixou claro que a recuperação judicial não inclui as subsidiárias, que continuam operando normalmente.

Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia declarado que a operação estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores” e que permanecia “à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos”.

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