O dólar fechou em queda pela segunda sessão nesta quinta-feira, influenciado pela entrada de recursos no mercado local e por um ajuste de posições após as recentes altas.
Os principais índices de ações em território positivo também deram suporte à queda nas cotações.
A moeda norte-americana terminou em baixa de 1,06 por cento, a 1,866 real na venda, na mínima da sessão.
No mercado global, contudo, o dólar tinha alta de 0,13 por cento no final da tarde frente a uma cesta com as principais divisas mundiais.
"Houve fluxo positivo um pouco mais forte no início da tarde. O mercado está mais equilibrado e reduz a aversão a risco", avaliou o diretor de câmbio de uma importante corretora nacional.
O Banco Central realizou seu leilão diário de compra de dólares ainda nos negócios matutinos. Segundo operadores, passada a operação, os bancos reforçaram um movimento de venda, colaborando para uma queda mais acentuada da moeda.
No leilão realizado nesta quinta-feira, o BC definiu como taxa de corte da operação o valor de 1,8740 real.
Os investidores mostraram-se um pouco menos cautelosos, depois que empresas do setor varejista nos Estados Unidos anunciaram vendas acima das expectativas em agosto, ao mesmo tempo em que o índice do setor de serviços atingiu o pico desde setembro de 2008.
A zona do euro também informou uma melhora em seu setor de serviços no mês de agosto. O tom mais calmo ainda foi pela forte alta no mercado de ações chinês, motivado por temores menores sobre aquele país.
Ao final da tarde, os principais índices acionários nova-iorquinos operavam em leve alta, movimento acompanhado pela bolsa brasileira.
O mercado mantinha-se na expectativa pelo anúncio do número oficial de demissões nos EUA em agosto. Espera-se o corte de 255 mil vagas, de acordo com uma pesquisa da Reuters.
"Se esses números vierem melhores que o esperado, o dólar pode ampliar a queda (ante o real), especialmente porque a aversão a risco, motivo das recentes altas, vai diminuir", considerou o gerente de tesouraria do Banco Alfa de Investimento, Gerson de Nobrega.
Segundo analistas de câmbio, a tendência do dólar ante a divisa brasileira é de baixa, ancorada pela expectativa de mais ingresso de recursos no mercado doméstico, com a participação de estrangeiros em ofertas públicas de ações, como as de Santander, Cetip e PDG Realty.
Segundo números disponibilizados no site da BM&FBovespa, o giro interbancário somava 1,963 bilhão de dólares às 16h26, em operações com liquidação em dois dias (D+2).
Nesta quarta-feira, um problema técnico interrompeu as operações cambiais na BM&FBovespa durante a manhã.



