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Projeção

FMI prevê desaceleração da economia brasileira em 2026

Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Relatório do FMI projeta desaceleração da economia brasileira em 2026.
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Relatório do FMI projeta desaceleração da economia brasileira em 2026. (Foto: Andre Borges/EFE)

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% para 1,6%. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (19). A perspectiva indica uma desaceleração da economia brasileira, uma vez que a estimativa é de que o PIB cresceu 2,5% em 2025.

Um dos pontos apontados na análise foi a imposição das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi revogada, mas gerou um impacto na casa de bilhões de dólares. Com isso, a economia brasileira só deve reaquecer em 2027, quando o aumento estimado é de 2,3%.

Em outros cenários, o FMI apresenta dados mais otimistas: na América Latina, o crescimento deve ser de 2,2%. Quanto aos países em desenvolvimento, a expectativa é de crescimento de 4,2%. Já o PIB do mundo deve subir 3,3%, com leve desaceleração para 3,2% em 2027. A inflação também deve dar trégua no cenário global, passando dos atuais 4,1% para 3,8%.

Por outro lado, o comércio entre países deve desacelerar de seu aumento atual, de 4,1%, para um aumento de 2,6% ao final de 2026. O relatório trata das tensões geopolíticas como fatores que podem causar "atrasos e aumentos nos custos", dificultando as trocas internacionais.

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Os dados foram coletados até dezembro de 2025 e não incluem, portanto, a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que influencia na geopolítica do petróleo, ou o aumento do tom do presidente Donald Trump em relação à ameaça de anexação do território da Groenlândia.

Em uma entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourrinchas, avaliou o cenário: "É evidente que os riscos geopolíticos e o aumento das tensões comerciais representam um dos principais riscos para a economia global."

Os países participam, nesta semana, do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente Lula (PT) não participará do encontro, tendo designado a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, como sua representante. Ela é a única do governo brasileiro no fórum.

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