Promotores federais acusaram na quarta-feira três pessoas de roubar informações confidenciais da Coca-Cola, incluindo a amostra de uma nova bebida, e tentar vendê-las para a concorrente PepsiCo.
Os três suspeitos, sendo um deles um executivo da Coca-Cola, foram acusados de fraude e roubo de segredos comerciais. Segundo os promotores federais, o trio tentava vender as informações por até US$ 1,5 milhão.
Os promotores informaram que a Coca-Cola afirmou ter sido alertada do roubo pela própria Pepsi, que forneceu uma carta de um indivíduo dizendo-se empregado de alto nível da Coca-Cola oferecendo "informações muito detalhadas e confidenciais".
- Só fizemos o que qualquer companhia responsável faria. A concorrência pode ser feroz, mas também precisa ser justa - disse o porta-voz da Pepsi, Dave DeCecco.
Depois de receber a informação da Pepsi, a Coca-Cola alertou ao FBI, que iniciou uma operação secreta.
"Este abuso de confiança é difícil de aceitar, mas ressalta a responsabilidade que temos de permanecer vigilantes para proteger nossos segredos comerciais", disse Neville Isdell, diretor e presidente da Coca-Cola, a maior companhia mundial de refrigerantes, em memorando a seus funcionários.
Isdell afirmou que nenhuma informação pessoal de seus funcionários estava em risco, acrescentando que ordenou uma revisão das políticas de proteção da informação da Coca-Cola. Ele também expressou seu "sincero agradecimento" à PepsiCo, segunda maior companhia de refrigerantes, por ter dado o alerta.
Segundo o porta-voz da Coca-Cola, Ben Deutsch, a fórmula cuidadosamente resguardada da tradicional Coca-Cola Classic estava a salvo.



