Os funcionários da Apmisa Mineração, empresa com sede em Campo Magro (região metropolitana de Curitiba), querem formar uma cooperativa e assumir a direção da empresa. Ontem os 47 empregados ocuparam a sede da mineradora, à espera de uma liminar que os autorizem a voltar ao trabalho no comando das atividades. No dia 13, a promotora do Ministério Público do Trabalho, Margaret Matos de Carvalho, protocolou uma ação civil pública na qual pede a intervenção judicial nas empresas do grupo.
"As empresas foram criadas com o objetivo de fraudar o Fisco. Há inúmeras fraudes e dívidas com a Previdência Social, tributos e Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários", denuncia a promotora. Na ação, a promotora solicita o afastamento dos atuais dirigentes e solicita que sejam nomeados os empregados como interventores com plenos poderes, com a assessoria técnica da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Universidade Federal do Paraná.
A diretoria da empresa preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Procurado pela reportagem, Alexandre Borges, um dos diretores da Apmisa citados na ação civil pública, disse que não sabia o que estava acontecendo e só vai dar declarações quando tiver conhecimento do caso. Também são citadas na ação a Brasbrita e a massa falida da Companhia de Pavimentação e Terraplenagem Cipate, ambas com sede no mesmo local e, segundo a promotora, administradas por membros da família.



