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Crise da dívida

Fundos abutres dizem querer negociar com a Argentina

Grupos buscam o cumprimento de uma sentença que prevê o pagamento de mais de US$ 1,35 bilhão pelo país

Um representante dos fundos abutres — fundos especulativos que compram títulos de empresas ou governos em dificuldades — afirmou nesta terça-feira (10) que as negociações com o governo argentino para o cumprimento da sentença do juiz da corte distrital de Nova York Thomas Griesa se encontram em ponto morto.

"Neste momento, não há negociações com a Argentina", afirmou Robert Shapiro, titular da American Task Force Argentina, uma organização de lobby do fundo NML Capital, durante entrevista coletiva em que questiona o aumento do patrimônio de funcionários do governo de Crsitina Kirchner.

Shapiro disse que a "Elliot Management (empresa dona da NML) tentou negociar com o governo argentino, mas não houve como".

"A intenção é nos sentarmos e negociarmos diretamente com o país. A cláusula Rufo expirou e não há desculpas", afirmou Shapiro.

O grupo de fundos abutres, liderados pelo NML, tentam cobrar o cumprimento de uma sentença favorável na Justiça ao pagamento de mais de US$ 1,35 bilhão pelo pagamento integral de títulos soberanos reestruturados após o calote de 2001.

Já a Secretaria de Fazenda da Argentina está finalizando os detalhes de uma nova proposta que fará aos fundos abutres por meio do negociador judicial Daniel Pollack. A proposta deve repetir uma fórmula que pagaria pouco menos de um terço do que os fundos esperam receber.

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