
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) vai abrir uma investigação para apurar um suposto atentado contra um posto de gasolina em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local foi alvo de tiros na madrugada desta quarta-feira (7) e o proprietário diz acreditar que o caso tem relação com o fato de ele não ter reajustado os preços dos combustíveis.
O dono do estabelecimento procurou o Gaeco nesta manhã. O procedimento investigatório será aberto para verificar se o crime é de competência do órgão, conforme informou o Ministério Público do Paraná (MP-PR), e se for descartada a hipótese de atentado relacionado ao não aumento dos preços no local, o caso será encaminhado para a Delegacia de Pinhais. Ainda não foi possível apurar a motivação do crime, de acordo com o Gaeco. A delegacia do município não tinha sido contatada pela vítima até a tarde desta quarta-feira.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 7 horas, quando o posto, que fica na Rua Clóvis Beviláqua, foi aberto, mas à meia-noite, aproximadamente, a polícia recebeu um telefonema anônimo de uma pessoa que disse ter ouvido barulhos de tiros na região. Naquele horário, porém, os policiais não encontraram nada no local.
Pela manhã, a PM verificou que havia marcas de tiros nas paredes do posto e 20 projéteis de pistola de calibre nove milímetros foram encontrados. Não havia ninguém no local no momento do ataque, portanto não houve feridos, de acordo com a polícia. Testemunhas disseram que os autores dos tiros estavam em um Gol branco, mas o carro não foi localizado.
O Instituto de Criminalística foi até o posto nesta tarde e um laudo com o resultado da vistoria deve ser encaminhado para o Gaeco. Ainda não há previsão para a conclusão do documento.
Manifestação "fecha-posto" é transferida para sábado
A manifestação batizada de "operação fecha-posto", que estava programada para esta quinta-feira (8), foi transferida para o próximo sábado (10), às 10 horas. O evento iniciado nas redes sociais propõe o fechamento de dez postos de combustíveis para "combater cartel". O local da concentração será definido até sexta-feira (9).
Um dos organizadores da manifestação, o jornalista Valdir José Cruz, disse que uma parte dos postos que teria sido obrigada a fazer o reajuste prometeu reduzir os preços até sexta-feira, deixando a gasolina a R$ 2,59. Por este motivo e para que mais pessoas pudessem participar, a data do protesto foi alterada.




