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Siderurgia

Gerdau compra empresa de US$ 4 bi e mantém apetite por aquisições

Grupo gaúcho conquista a quarta posição entre os maiores do setor na América do Norte

Paranaense de Toledo acredita que pode conseguir pelo menos um pódio na etapa de Londrina, no próximo dia 29 | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Paranaense de Toledo acredita que pode conseguir pelo menos um pódio na etapa de Londrina, no próximo dia 29 (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)

São Paulo – A Gerdau mantém o apetite por aquisições após fechar a compra da norte-americana Chaparral Steel Company por 4,22 bilhões de dólares, o maior negócio na história do grupo siderúrgico brasileiro, fechado nesta semana. "Vamos continuar abertos a novas aquisições com nossa estratégia de ser um dos consolidadores (da indústria siderúrgica). Continuamos na ativa", afirmou a jornalistas o presidente-executivo da Gerdau, André Gerdau Johannpeter. Sem dar detalhes, ele mencionou interesse nos Estados Unidos, Ásia e Europa, e não descartou movimentos na América do Sul.

Na noite de terça-feira, a Gerdau Ameristeel, subsidiária do grupo brasileiro na América do Norte, anunciou a compra da Chaparral, pagando 86 dólares por ação da companhia, que tem capacidade de produção de 2,9 milhões de toneladas por ano.

O preço pago por tonelada foi de pouco menos de US$ 1,5 mil, cinco vezes a média do valor que a Gerdau vinha registrando em suas compras desde 2001. Segundo André, a cifra – considerada alta por analistas – reflete a atual condição do mercado siderúrgico global, que passa por consolidação e período de expressiva lucratividade.

"É um novo patamar de aquisição da Gerdau, mas é a nova realidade. Temos avaliado outras aquisições de porte, mas no momento essa é a que estava no preço e aconteceu. Não quer dizer que não vamos continuar atentos e olhando grandes aquisições. Depende de momento, mercado, preço etc." A capacidade anual de produção de aço da Gerdau na América do Norte sobe para 10,9 milhões de toneladas, colocando o grupo como quarto maior do setor siderúrgico na região e em segundo lugar quando considerado apenas o segmento de aços longos.

Oportunidade

O vice-presidente de Finanças da Gerdau, Osvaldo Schirmer, disse que a Gerdau Ameristeel tem apresentado margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) entre 16 e 17%, enquanto a Chaparral tem margem em torno dos 26%. Segundo ele, a compra da Chaparral era uma "oportunidade única" e a precificação do ativo não é referência ou indicativo do valor que a Gerdau estaria disposta a pagar em eventuais novas aquisições.

"Estamos tratando de um produto com agregação altíssima de valor. Comprávamos usinas de 400 mil, 500 mil toneladas. Agora é um parque industrial de 2,9 milhões. Então, se justifica pagar um preço maior", defendeu.

A Chaparral produz perfis estruturais de aço destinados ao segmento de construção não-residencial, com até 36 polegadas. A linha de produtos é complementar ao portfólio da Gerdau Ameristeel, que produz perfis de até 12 polegadas nos EUA, comentou André.

Em dinheiro

A aquisição da Chaparral será paga em dinheiro e o vice-presidente de Finanças da Gerdau disse que o grupo tem linhas de crédito e mais de US$ 2 bilhões em caixa para financiar a transação. Em 2007, além dos EUA, a Gerdau anunciou compras na Venezuela, no México e na República Dominicana, e uma joint-venture na Índia.

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