
A Wipro Technologies, gigante indiana do setor de tecnologia da informação (TI), anunciou ontem a expansão dos negócios no Brasil. A empresa quer consolidar a unidade de Curitiba como um dos centros globais da companhia, capaz de prestar serviços internacionais. A expectativa é de que até o fim do ano a empresa dobre o número de funcionários. Hoje com 300 empregados e 30 clientes, a Wipro em Curitiba já recebeu investimentos de R$ 2 milhões desde 2006, quando comprou a portuguesa Enabler, empresa de tecnologia ligada ao gupo Sonae e que tinha sede na capital paranaense o que contribuiu para a decisão da Wipro de expandir as operações da unidade local. A empresa indiana também recebeu benefícios fiscais da prefeitura (5% de ISS), além de considerar a cidade bem posicionada geograficamente, com boa infraestrutura e mão de obra qualificada. Segundo os executivos Mannoj Punja, diretor da Wipro em todo o continente americano, e Fernando Estrázulas, diretor para a América Latina, que estiveram ontem em Curitiba, a expectativa é de que a unidade no Paraná represente 5% do lucro da empresa no mundo, hoje avaliado em US$ 5 bilhões. A maioria dos funcionários contratados na expansão é de Curitiba, segundo Punja. "Apenas cerca de 2% vieram da Índia, para treinar as equipes daqui", disse. De acordo com o executivo, as vagas da Wipro atraíram também muitos jovens recém formados de universidades do Vale do Itajaí e de Londrina, assim como pessoas de mais idade, que preferiram trocar São Paulo por Curitiba, mesmo ganhando menos. "Vieram pela qualidade de vida."
Questionado se os custos de se abrir uma unidade da Wipro em Curitiba são menores do que os que a empresa tem em outros países, Manoj respondeu que, de fato, ela custa menos do que as unidades instaladas nos Estados Unidos ou na Europa. "Porém, é mais caro abrir uma empresa em Curitiba do que na China ou na Índia. No fim, o custo aqui é equivalente ao que temos no Leste europeu."
A Wipro Technologies é a divisão mundial de TI da Wipro Limited, corporação indiana que atua em diferentes segmento, incluindo tecnologia, energia e bens de consumo. O braço de TI possui 54 unidades espalhadas por cinco continentes.



