Uma empresa discreta, que começou suas atividades há mais de 40 anos no Prado Velho, em Curitiba, é uma verdadeira potência no setor de fabricação de materiais plásticos. A Companhia Providência, cuja matriz foi transferida para São José dos Pinhais no ano passado, atingiu uma receita bruta de R$ 550,2 milhões em 2004. O resultado garante a ela o primeiro lugar em rentabilidade (24,32% sobre o faturamento), entre as empresas do segmento instaladas na Região Sul do país. A informação vem da última edição Grandes & Líderes, da revista gaúcha Amanhã.
... Kami???
A receita do crescimento da Providência está no desenvolvimento de um produto batizado de Kami espécie de pano fabricado à base de plástico e cujo nome "genérico" é non-woven ou TNT (sigla para "tecido não-tecido"). O sucesso é tanto que, no Brasil, a marca da Providência já virou sinônimo do produto honraria máxima para quem trabalha em marketing e se espelha em casos como Gillette e Bombril. Os compradores do Kami são fabricantes de fraldas descartáveis e produtos hospitalares, como os gigantes Procter & Gamble e Johnson & Johnson's. A estrutura de mil funcionários da Providência exporta, além do TNT, tubos de PVC e embalagens para América Latina, EUA, Europa e Oriente Médio.
Grandes, líderes e premiadas
No dia 25, a revista Amanhã promove a etapa parananese de sua premiação Grandes & Líderes da Região Sul, que vai certificar a Providência e outras 99 empresas entre as 100 maiores companhias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O evento, organizado em parceria com a consultoria Pricewaterhouse Coopers, será às 18 h, no Cietep (Av. Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico). Confirmações de presença precisam ser feitas pelo fone (51) 3230-3519.
A decolagem do genérico
A venda de medicamentos genéricos já representa 5,5% do faturamento da rede de farmácias Drogamed. Só no primeiro semestre do ano, o consumo cresceu 23%. Acompanhou a expansão nacional que é auditada pelo instituto IMS Health , mas também foi embalado por estratégias exclusivas criadas pela empresa, como campanhas de descontos promocionais veiculadas na TV, rádio e mídia impressa. O diretor-presidente da rede, Hugo Rodriguez, diz que o consumidor está confiando mais na qualidade do produto e aproveitando para fazer economia.
Só remédios
Rede paranaense que em 2000 foi comprada pelo grupo chileno Fasa, o número 1 na América Latina, a Drogamed centrou suas baterias este ano no comércio de medicamentos, depois de ter lançado no estado o conceito associado de loja de conveniência. Produtos como alimentos, ração animal e cosméticos deixaram as prateleiras das lojas. Elas voltaram a ser farmácias, quando a empresa convenceu-se de que a conveniência dava mais trabalho do que lucro. Agora, além dos remédios de marca e dos genéricos, a Drogamed se concentra na manipulação de medicamentos, outra frente em que vem crescendo.
Papa-filas milionário
Um megaempreendimento no litoral do Paraná está adormecido. Trata-se da Estação Truck, um projeto da empresa Incorp Participações e Empreendimentos que, se levado a cabo, custará mais de R$ 60 milhões. A ambiciosa estrutura prevê a construção de um centro de serviços e conveniência para os caminhoneiros que chegam ao Porto de Paranaguá. Em uma área de 600 mil metros quadrados, a estação teria capacidade de receber ao mesmo tempo 1,8 mil carretas de 40 toneladas. Como a idéia do complexo foi desenvolvida há mais de dois anos, quando o escoamento da soja gerava filas quilométricas de caminhões sem a devida retaguarda de serviços básicos aos motoristas , esse "papa-filas" provavelmente precisa de mais estudos sobre sua viabilidade econômica... Além da aprovação ambiental do IAP, é claro.
Fila de espera 1
Comprar uma Toyota Hilux hoje em Curitiba exige, além de muito dinheiro no bolso, uma boa dose de paciência. Segundo o diretor-superintendente da concessionária Sulpar, Gastão Doring, a procura pela picape de luxo é tão grande que a espera chega a quatro ou cinco meses. "Poderíamos vender o dobro de unidades", estima o empresário. A Sulpar põe nas ruas entre 20 e 25 Hilux por mês. Os modelos mais procurados custam, em média, R$ 100 mil.
Fila de espera 2
Desde seu lançamento, em março deste ano, a Nova Hilux lidera o mercado brasileiro de picapes médias. Só em junho, foram comercializadas 1.716 unidades do modelo em todo país, garantindo 32,8% de participação no segmento, segundo estatísticas da montadora. Até o fim de 2005, a Toyota espera vender no Brasil 16 mil unidades da caminhonete fabricada na Argentina. Atualmente a montadora tem 3,3% de participação no mercado nacional de automóveis, com planos para chegar a 10% até 2010.



