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Montadoras

GM faz acordo para fechar quase 1,3 mil concessionárias nos EUA

Henderson, da GM: montadora quer fechar mais de 40% das lojas | Mark Wilson/AFP
Henderson, da GM: montadora quer fechar mais de 40% das lojas (Foto: Mark Wilson/AFP)

Nova Iorque - O executivo-chefe da fabricante de automóveis General Motors, Fritz Henderson, disse ontem que a empresa fechou acordo com cerca de 96% de 1.350 de suas concessionárias que já haviam sido escolhidas para fechar nos Estados Unidos. Com ixso, devem ser fechadas cerca de 1.280 lojas.

Henderson disse, em um testemunho ao Subcomitê de Energia e Comércio da Casa dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), que as concessionárias que concordaram em fechar manifestaram o acordo verbalmente ou por escrito.

"Todas as partes da GM, incluindo a rede de concessionárias, precisa se tornar menor e mais eficiente para reinventarmos a empresa", disse Henderson. Segundo ele, a GM deve economizar cerca de US$ 928 mil por concessionária em programas de ajuda direta. A empresa também deve economizar outros US$ 180 mil por concessionária em custos com propaganda, serviços e tecnologia.

A GM, que está em concordata desde o dia 1º de junho, planeja reduzir sua rede de 6 mil concessionárias ao todo no país para um número entre 3,5 mil e 3,8 mil lojas até o fim de 2010.

Governo

A atuação do governo Barack Obama sobre bancos e montadoras, como Citigroup e GM, é temporária, afirmou ontem Larry Summers, conselheiro econômico do presidente dos EUA, em palestra no Conselho de Relações Internacionais em Nova Iorque. De acordo com o economista, o governo pretende fortalecer o mercado e não ocupar o seu lugar.

Em discurso realizado para acadêmicos e profissionais de instituições financeiras, Summers afirmou que o debate sobre o papel do governo no setor privado, com a participação em empresas de destaque no país, é inevitável. De um lado estão os que afirmam que a interferência do governo é insuficiente, e, de outro, os que avaliam que ela é excessiva. Segundo Summers, a compra de participações acionárias foi determinada pela necessidade – e não pela escolha.

Segundo Summers, o governo tem resistido à tentação de interferir nas políticas do dia a dia das empresas. Ele citou como exemplo o caso da GM e disse que não cabe ao governo decidir o tipo de veículo que a empresa deverá passar a produzir para recuperar a rentabilidade. Apesar disso, espera-se que a empresa comece a produzir veículos menores e mais eficientes quanto ao consumo de combustível.

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