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Automóveis

GM registra prejuízo de US$ 31 bilhões em 2008

Revenda da subsidiária Chevrolet, nos EUA: GM perdeu US$ 70 bilhões desde 2005. | Rick Wilking/Reuters
Revenda da subsidiária Chevrolet, nos EUA: GM perdeu US$ 70 bilhões desde 2005. (Foto: Rick Wilking/Reuters)

A montadora americana General Motors informou que perdeu US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado. Em 2008 como um todo, o prejuízo foi de US$ 30,9 bilhões. A empresa enfrenta a pior crise de sua história, em meio à recessão nos Estados Unidos e à queda na demanda no mundo todo devido à crise econômica. A perda do ano passado marca o segundo maior prejuízo da história de cem anos da montadora, atrás apenas do prejuízo de US$ 38,7 bilhões registrado em 2007.

Socorrida pelo governo americano, a GM já recebeu US$ 13,4 bilhões por meio de empréstimo de recursos tirados do Tarp (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês), o pacote de US$ 700 bilhões aprovado em outubro do ano passado para ajudar, a princípio, o setor bancário.

A GM já perdeu mais de US$ 70 bilhões desde 2005, quando o executivo-chefe da empresa, Rick Wagoner, deu início aos esforços para cortar custos da empresa, reduzir operações e reestruturar suas atividades na América do Norte. "O ano de 2008 foi extremamente difícil para os EUA e para as montadoras, principalmente no segundo semestre", disse Wagoner, em um comunicado. "As condições da economia criaram um ambiente muito desafiador para a GM e outras empresas automobilísticas e nos levaram a adotar novas medidas agressivas e difíceis para reestruturarmos nosso negócio."

Na semana passada, GM e Chrysler, as montadoras mais afetadas pela crise, apresentaram seus planos de reestruturação ao Congresso dos EUA, como contrapartida pela ajuda de US$ 17,4 bilhões oferecida a ambas em dezembro do ano passado. As duas empresas solicitaram uma quantia suplementar de US$ 21 bilhões.

A GM, além disso, anunciou planos de cortar até 47 mil funcionários de suas fábricas em todos os países, 26 mil deles fora dos EUA, além de fechar cinco fábricas no país. A Chrysler, por sua vez, planeja cortar 3 mil postos de trabalho e estuda uma parceria com a italiana Fiat.

Brasil

A subsidiária brasileira da GM anunciou hoje o início de férias coletivas para 900 funcionários no país. São 300 metalúrgicos da área de produção da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, cidade que abriga a sede da montadora, e outros 600 em São José dos Campos, no interior de São Paulo. A empresa afirmou que a interrupção do trabalho – válida inicialmente pelo período de 30 dias – é necessária para ajustar a produção ao ritmo de vendas de veículos novos no mercado doméstico.

Solução diferente deverá ser dada a 1.636 funcionários temporários cujos contratos começam a vencer hoje. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, vinculado à Força Sindical, a GM comunicou em reunião na sexta-feira passada que eles serão dispensados na medida do vencimento dos contratos. Cerca de 30 empregados já teriam recebido a carta de demissão, de acordo com a entidade. Até ontem à noite, a GM não confirmava oficialmente o início das demissões.

Esses funcionários haviam sido admitidos para trabalhar no terceiro turno de produção da fábrica de São Caetano no Sul. Colocados em licença remunerada, eles participavam da fabricação de modelos como o Vectra e o Astra, cujas vendas foram mais afetadas pela falta de crédito. No fim de 2008, a montadora já havia demitido 744 funcionários em São José dos Campos.

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