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Golpes Financeiros

Golpe do empréstimo: como reconhecer a fraude e proteger seu dinheiro

Cadeado indicando proteção com cartões indicando finanças, que significa golpes financeiros.
Criminosos exploram a urgência financeira das vítimas para aplicar golpes bancários. (Foto: Towfiqu Barbhuiya | Unsplash)

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A promessa de crédito rápido, sem burocracia e com aprovação garantida pode parecer a solução ideal para quem está endividado ou com o nome negativado. No entanto, é justamente nesse cenário que cresce o golpe do empréstimo, uma das fraudes mais comuns no país.

Criminosos exploram a urgência financeira das vítimas para aplicar golpes bancários que envolvem pagamento antecipado, roubo de dados pessoais e falsas ofertas em nome de instituições conhecidas. Entender como essa fraude funciona é o primeiro passo para manter a segurança financeira.

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O que é o golpe do empréstimo e como ele costuma acontecer?

O golpe do empréstimo é uma fraude em que criminosos se passam por instituições financeiras ou correspondentes bancários para oferecer crédito com condições extremamente vantajosas. A abordagem pode ocorrer por meio do WhatsApp, SMS, ligações telefônicas, redes sociais, e-mails e sites falsos que imitam instituições reais.

As propostas geralmente prometem aprovação imediata, ausência de consulta ao SPC/Serasa, juros muito abaixo do mercado e liberação rápida do dinheiro.

Após conquistar a confiança da vítima, os golpistas exigem o pagamento de uma taxa antecipada, apresentada como seguro, taxa administrativa, IOF, taxa do Banco Central ou custo de liberação. Depois do pagamento, o contato é interrompido e o empréstimo nunca é liberado.

Quais são os sinais comuns que indicam uma oferta de empréstimo falsa?

Alguns sinais de golpe financeiro aparecem com frequência nesse tipo de fraude, entre eles:

  • a cobrança de qualquer valor antes da liberação do crédito;
  • aprovação garantida sem análise de crédito;
  • pressão para fechar o contrato no mesmo dia;
  • pedido de pagamento via PIX para conta de pessoa física;
  • contratos enviados apenas por mensagem;
  • empresa sem CNPJ verificável;
  • erros de português;
  • comunicação informal.

Uma regra simples ajuda na identificação: se é preciso pagar antes de receber o empréstimo, é golpe. Instituições financeiras autorizadas não exigem pagamento antecipado para liberar crédito.

Como os golpistas usam SMS, WhatsApp, e-mail ou sites falsos?

Os criminosos investem em engenharia social para tornar a fraude convincente. Entre as estratégias mais usadas estão a clonagem de identidade visual, que envolve a criação de sites quase idênticos aos de bancos reais, com logotipo, cores e linguagem semelhantes.

Outra forma são as mensagens em massa, com o envio de SMS ou WhatsApp oferecendo “crédito pré-aprovado”. Os golpistas também usam falsas centrais de atendimento, fazendo ligações em que o golpista se apresenta como funcionário de banco ou do INSS.

Por fim, outra estratégia utilizada é o Phishing, com links que capturam dados pessoais ao serem clicados.

O objetivo não é apenas receber uma taxa antecipada. Muitas vezes, os criminosos buscam dados para abrir contas, solicitar crédito em nome da vítima ou aplicar novos golpes.

Quais são os tipos mais frequentes de golpes relacionados a empréstimos?

Conhecer essas modalidades é essencial para reforçar a proteção contra fraudes. Entre os principais golpes bancários ligados a crédito estão:

  • Golpe do falso empréstimo: exige pagamento antecipado para liberar crédito inexistente;
  • Golpe da devolução do empréstimo: a vítima recebe um valor inesperado e é orientada a “devolver” para cancelar um contrato falso;
  • Golpe do empréstimo consignado: focado em aposentados e pensionistas. Pode envolver cobrança de taxa ou contratação indevida com uso de dados roubados;
  • Golpe do empréstimo online: sites falsos capturam dados ou exigem depósitos prévios;
  • Golpe por clonagem de dados: informações pessoais são usadas para contratar empréstimos reais em nome da vítima;
  • Golpe do falso investimento: promessas de lucros rápidos que escondem esquemas fraudulentos.

Como verificar se uma oferta de empréstimo é legítima?

Para contratar empréstimos online seguros, é fundamental verificar o CNPJ da empresa no site da Receita Federal, confirmar se a instituição está autorizada pelo Banco Central, entrar em contato pelos canais oficiais informados no site da empresa, consultar plataformas como Reclame Aqui e desconfiar de atendimento apenas por WhatsApp.

Nunca confie apenas no número que entrou em contato com você. Busque o telefone oficial no site da instituição e confirme a veracidade da proposta.

Golpe do empréstimo financeiro, em que os criminosos pedem dinheiro antecipadamente e depois somem.Golpe do empréstimo financeiro, em que os criminosos pedem dinheiro antecipadamente e depois somem. (Foto: Towfiqu barbhuiya | Pexels)

Que dados os golpistas tentam coletar?

Entre as informações mais visadas estão o CPF, RG, comprovante de residência, dados bancários, senhas e selfies segurando o documento.

Esses dados permitem abertura de contas, solicitação de crédito e aplicação de novas fraudes. O prejuízo pode ir além do valor pago: pode resultar em dívidas reais no nome da vítima.

Como evitar golpe de empréstimo: medidas práticas

A desconfiança é uma ferramenta importante de segurança financeira. Algumas dicas contra golpe de empréstimo ajudam a reduzir o risco:

  • Nunca pague taxa antecipada;
  • Não compartilhe senhas;
  • Desconfie de juros muito baixos;
  • Evite clicar em links desconhecidos;
  • Analise o contrato com calma;
  • Compare condições com outras instituições.

O que fazer se você caiu no golpe do empréstimo?

Se houve pagamento ou compartilhamento de dados, entre em contato imediatamente com seu banco e informe a fraude. Solicite bloqueio da transação, especialmente se foi via PIX. Também registre um boletim de ocorrência e guarde todas as conversas, comprovantes e contratos. Por fim, notifique o banco da conta destinatária.

Em alguns casos, é possível tentar recuperar dinheiro de golpe de empréstimo, especialmente se a comunicação com as instituições for rápida. Se houver negativa de estorno, pode ser necessário buscar orientação jurídica.

Qual é o papel dos bancos e dos órgãos de defesa no caso de golpe finaceiro?

Instituições financeiras são responsáveis por adotar mecanismos de segurança para evitar a abertura de contas usadas em fraudes.

Órgãos como o Banco Central e entidades de defesa do consumidor também recebem denúncias e monitoram irregularidades. Denunciar ajuda não apenas na tentativa de recuperar valores, mas também na prevenção de novas vítimas.

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