
O Google anunciou nesta quarta-feira, 7, o seu programa-piloto Accelerated Mobile Pages (AMP, na sigla em inglês, ou Páginas Móveis Aceleradas, em tradução livre), que permite a busca de notícias de forma mais rápida, eliminando muitos dos fatores que retardam o carregamento de páginas da web móvel e consomem a bateria de smartphones, como anúncios excessivos.
Ao contrário de projetos editoriais do Facebook, o Instant Articles, e da Apple, o Apple News, a iniciativa não vai gerar receita, diretamente, para o Google — não haverá um percentual publicitário repassado por empresas de mídia quando leitores utilizarem o novo formato.
“Este é um ambiente sem negócios. Não há relações comerciais aqui”, afirmou Richard Gringras, chefe do Google News. “Este projeto é sobre garantir que a Rede Mundial de Computadores não se torne a Rede Mundial da Espera.”
Grande parte do código usado para páginas da internet, o Javascript, não será usado.
Se o sistema funcionar, os usuários devem ter como resultado páginas mais leves e rápidas da web móvel e consumindo menos bateria dos celulares. Jonathan Abrams, presidente do Nuzzel, um aplicativo de notícias que vai começar a usar o formato, disse que sites que usam o AMP conseguem carregar o conteúdo em meio segundo em seu aplicativo, contra uma média de três segundos.
As empresas de mídia que aderirem poderão continuar a explorar as mesmas redes de anúncios do Gloogle como antes, mas não serão capazes de exibir alguns tipos de anúncios, incluindo pop-ups e imagens que se movem quando usuários rolam uma página para baixo.
Assim, os criadores da plataforma acreditam que podem desencorajar o uso de plug-ins para bloqueio de anúncios em celulares — uma ameaça para publicitários que têm migrado as verbas cada vez mais para plataformas on-line.
Concorrência
O sistema ainda está em pré-visualização técnica, mas o anúncio vem na esteira de uma série de grandes programas de conteúdo de hospedagem externa.
O Facebook introduziu o Instant Articles em maio, permitindo que empresas de mídia enviem conteúdo diretamente para o Facebook em troca de carregamento mais rápido e publicidade mais simples. A Apple usou abordagem semelhante com o Apple News, apresentado em junho.
Ainda assim, a iniciativa do Google é mais aberta do que os produtos dos concorrentes. O sistema permite que as empresas adaptem a plataforma conforme o necessário. Também é possível selecionar preferências em um conjunto de ferramentas para criar um portal de notícias mais personalizado.
O Google, cuja controladora agora se chama Alphabet, está atualmente testando o programa, mas executivos recusaram-se a dizer quando estará disponível para uso público. Twitter, LinkedIn, Pinterest e Wordpress já disseram que pretendem fazer uso da tecnologia.
New York Times, The Guardian, The Huffington Post e Buzzfeed estão entre outras companhias de mídia que estão participando do projeto-piloto.



