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Crise de imagem

Governador minimiza elo entre PT e Banco Master: “Ninguém sabe quem é Vorcaro”

Jerônimo Rodrigues é o terceiro governador petista da Bahia. Investigações mostram elo entre gestões e o banco Master, envolvido em fraude ao sistema financeiro.
Jerônimo Rodrigues é o terceiro governador petista da Bahia. Investigações mostram elo entre gestões e o banco Master, envolvido em fraude ao sistema financeiro. (Foto: João Souza/Governo da Bahia)

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou que as suspeitas de uma ligação entre o PT na Bahia e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não devem interferir na imagem da sigla, uma vez que " as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro." A declaração ocorreu em entrevista ao portal Metrópoles divulgada nesta sexta-feira (6).

"Isso acontece no ambiente da política. Se você percorrer qualquer município baiano, qualquer um, as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro. Eu, por exemplo, não tenho contato, nunca tive", disse Jerônimo.

O governo da Bahia teria, de acordo com as investigações, sido um dos principais responsáveis pela sustentação financeira do Master, por meio do programa de crédito consignado CredCesta.

Antes da delação de Vorcaro, o senador e ex-governador do estado Jaques Wagner (PT-BA) negou que houvesse financiamento estadual nas operações da empresa: "Em relação a nós aqui, eu estou fora dessa confusão. Pergunta se tem algum dinheiro do governo da Bahia aplicado no Banco Master, como tem do Rio de Janeiro, do Amapá e de Brasília. Não tem uma banda de conto nossa."

O petista deve disputar a reeleição ao governo baiano, em uma disputa que pode levá-lo e ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), ao segundo turno. O estado é governado pelo PT desde 2007, com Jaques Wagner e, antes de Jerônimo, passou pelas mãos do atual ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

"O que houve na Bahia foi a venda, se é possível ligar esse tema. No campo pessoal, se houver amizade com alguém, trata-se de uma relação entre pessoas. Eu falo enquanto instituição", afirmou, sobre a ligação do estado com o empresário Guga Lima.

Considerada pelo próprio Planalto como a maior fraude bancária da história do Brasil, a fraude do Master envolveu a fabricação de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem valor real. Somando a liquidação da instituição à do Will Bank, o valor que terá de ser arcado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ultrapassa os R$ 47 bilhões.

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