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Governo pode multar iFood em R$ 14 milhões por não detalhar preços

Escalado por Lula para lidar com entregadores, Boulos participou de coletiva da Senacon que anunciou avanço contra plataformas.
Escalado por Lula para lidar com entregadores, Boulos participou de coletiva da Senacon que anunciou avanço contra plataformas. (Foto: Ailton de Freitas/MJSP)

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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), converteu averiguações preliminares contra as plataformas de entrega iFood e Keeta em processos administrativos sancionadores. Elas são acusadas de descumprirem uma portaria de março que impõe o detalhamento do valor pago pelo consumidor.

A medida foi anunciada nesta terça-feira (27), em uma coletiva de imprensa do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos e do secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada. Agora, as plataformas têm 20 dias para apresentarem suas defesas. As multas podem chegar a R$ 14 milhões.

A norma obriga a apresentação, "de forma clara, ostensiva e adequada", do que é pago ao restaurante, ao motorista e do que é recolhido pela plataforma. Ao final, há a advertência de que eventual descumprimento pode se enquadrar em violação aos direitos do consumidor. Segundo a Senacon, a fiscalização começou logo após o encerramento do prazo de 30 dias para adequação.

De acordo com o iFood, a portaria foi editada sem diálogo com o setor, ignorando as particularidades técnicas de cada plataforma. A empresa alegou que já protocolou cinco pedidos de reunião desde fevereiro, mas sem retorno pelo Planalto, embora já esteja atuando para implementar a mudança exigida (leia a nota na íntegra ao final).

A Gazeta do Povo também entrou em contato com a Keeta. O espaço segue aberto para manifestação.

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Leia a nota o iFood na integra

"O iFood informa que está em processo de implementação das adequações necessárias ao atendimento da Portaria 61/2026 e reafirma seu compromisso com a contínua evolução de suas práticas de conformidade e transparência ao consumidor. O cumprimento da norma envolve adaptações relevantes na arquitetura de sistemas, ajustes no aplicativo e desenvolvimento de novas funcionalidades e fluxos de informação.

A Portaria foi editada sem diálogo prévio com o setor e sem discussão técnica acerca das particularidades operacionais dos diferentes modelos de plataforma digital. Desde então, o iFood tem buscado ativamente interlocução com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para tratar dos aspectos técnicos relacionados à implementação da norma em seu modelo de operação. Entre fevereiro e maio, foram realizadas quatro solicitações formais de reunião, sem retorno da Secretaria até o momento.

Diante da ausência de resposta, o iFood protocolou hoje novo pedido formal à Senacon, reiterando seu compromisso com a adequada implementação da regulamentação, apresentando os esforços já empreendidos e solicitando, mais uma vez, a abertura de diálogo técnico com o órgão.

A empresa recebe com surpresa a instauração de um processo administrativo, mesmo com esforços de diálogo, e reforça que segue à disposição para colaborar com a Senacon na construção de soluções que garantam transparência ao consumidor de forma técnica e operacionalmente viável."

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