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Governo prepara novas medidas de estímulo ao crédito

Preocupado com a perda de dinamismo da economia brasileira e com a perspectiva cada vez maior de um desfecho lento para a crise europeia, o governo anuncia nos próximos dias medidas para estimular o crédito no país. "O que estamos discutindo e a Fazenda está preparando tem mais a ver com crédito. Vamos levantar um pouco as restrições que tinham sido feitas no início do ano, as tais medidas macroprudenciais", informou ontem o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel.

O Ministério da Fazenda vai reduzir a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente nas operações de crédito feitas por pessoas físicas. Em abril deste ano, o ministro Guido Mantega dobrou a alíquota do tributo, de 1,5% para 3%, para moderar o consumo. Agora, deve reverter a medida, segundo apurou a reportagem.

O governo também prepara desonerações tributárias para setores específicos, como fez na crise de 2008. O que se aguarda agora é a definição do melhor momento para o anúncio das medidas.

Nessa linha de estímulo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou anteontem no­­va regra que favorece bancos pequenos e médios nas operações de venda de carteiras de crédito. Pimentel lembrou que o Banco Central já afrouxou medidas de aperto do crédito impostas entre o fim de 2010 e o início deste ano, mas afirmou que novas alterações serão realizadas no máximo até a próxima semana.

Afrouxamento

No início de novembro, o BC reduziu o volume de dinheiro que os bancos precisam manter em reserva para realizar empréstimos de curto e mé­­dio prazos. A medida abre espaço para estimular o consumo no fim do ano. O BC tam­­bém desistiu de elevar o pagamento mínimo do cartão de crédito, que passaria de 15% para 20% do valor da fatura neste mês. O corte da taxa básica de juros também produz efeitos positivos para o mercado de crédito.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reuniu-se nos últimos dias, em São Paulo, com empresários e representantes de entidades financeiras, ligadas à indústria e ao varejo, para "sentir o pulso" atual da atividade econômica e captar como anda o "termômetro" do crédito no país.

O governo está preocupado com a queda nas vendas no varejo. O mercado doméstico continua sendo a principal aposta para fazer a economia acelerar e superar os efeitos da crise internacional. O governo não vê risco de bolha de crédito, apesar do aumento do endividamento da população nos últimos anos.

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