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R$ 0,44 por litro

Governo prolongará subvenção à gasolina após ataque dos EUA ao Irã

Durigan diz que discussões estão adiadas até a próxima semana para acompanhar cenário no Oriente Médio.
Durigan diz que discussões estão adiadas até a próxima semana para acompanhar cenário no Oriente Médio. (Foto: Washington Costa/MF)

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O acirramento das tensões entre Irã e Estados Unidos afetou o valor do petróleo e, com isso, os planos do governo brasileiro. Em entrevista concedida à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a retirada das subvenções sobre o preço da gasolina será adiada.

"Nessa semana, eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana porque o preço da gasolina já está com um impacto diferente do que eu estava prevendo. Na semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial ou totalmente como próximo passo", revelou.

EUA alegam defesa da liberdade de navegação para justificar ataque

Conforme já havia adiantado o presidente americano, Donald Trump, os Estados Unidos retomaram os ataques ao Irã. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o objetivo da nova ofensiva é "reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz".

"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios mercantes e tripulações civis que navegam livremente em uma via navegável internacional vital", conclui o comunicado divulgado nas redes sociais do Centcom na tarde desta quarta-feira (8).

A mudança no cenário levou a uma alta no valor dos barris. O petróleo brent chegou a subir 4,4%, maior ganho diário desde maio, chegando a US$ 79 por barril. Após a estabilização do mercado, porém, os preços recuaram, chegando a menos de US$ 73. No momento da publicação desta reportagem, o barril está cotado a US$ 76,085.

Subvenção

Em maio, o presidente Lula (PT) assinou um decreto abrindo espaço para a portaria de Durigan que fixou a ajuda aos produtores e importadores em R$ 0,44 por litro. O calendário previa períodos de apuração até o dia 24 de julho, mas o ministro havia anunciado que, diante da redução das tensões.

Vendo melhora no cenário internacional, o Planalto anunciou a retirada da ajuda de R$ 0,35 por litro do diesel, enquanto manteria outra, de R$ 1,12. Se de um lado há a preocupação com os impactos da guerra na economia, do outro, o governo precisa lidar com o déficit primário que já chega a R$ 53,3 bilhões e com a dívida pública que já representa 81,1% do PIB.

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