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Impactos da guerra no BR

Governo diz ter quase “unanimidade” com estados para subvenção ao diesel importado

Posto de combustíveis
Decisão de estados que vão aderir ao compartilhamento dos custos será divulgada no final da tarde. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O ministro Dario Durigan, da Fazenda, afirmou nesta terça-feira (31) que o governo federal está próximo de alcançar uma “unanimidade” com os estados para reduzir o impacto do ICMS sobre o diesel importado por meio de uma subvenção de R$ 1,20 por litro. A medida é tratada como tentativa urgente de conter a alta dos combustíveis em meio à escalada internacional do petróleo por causa da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

O governo vem tentando articular com os estados uma parceria que custará R$ 0,60 para cada lado para segurar a escalada do preço internacional do petróleo, que passa dos US$ 100 no dia.

“Propus aos estados que, juntos conosco, retirassem o peso do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na importação do diesel e ontem  (segunda, 30) falando com vários governadores, estamos muito próximos de uma unanimidade dos estados aderindo à proposta do presidente Lula”, disse Durigan durante a reunião ministerial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mais cedo.

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Atualmente, cerca de 30% do diesel consumido no Brasil vem do exterior, o que amplia o impacto das oscilações internacionais no preço interno. A iniciativa surge como uma nova tentativa após o fracasso da proposta inicial da equipe econômica, que pediu para os estados zerarem o ICMS do combustível.

“Os estados nos pediram dizendo: se é pra fazer junto, diferente do que fez o governo anterior que tirou o ICMS sem falar conosco, nós vamos [aderir]”, completou o ministro em referência à lei complementar sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que limitou a alíquota do imposto.

A subvenção já havia sido discutida em reunião na última sexta-feira (27), mas terminou sem definição com parte dos estados pedindo mais tempo para avaliar. A expectativa do Ministério da Fazenda é que uma decisão seja consolidada até o final da tarde desta terça-feira (31), após novas rodadas de negociação.

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Até agora, governos como os de São Paulo, Rio Grande do Sul e Sergipe já manifestaram apoio público à medida. A movimentação aponta uma convergência com a proposta do governo, principalmente por causa da proximidade do início da campanha eleitoral em que governadores que não aderirem podem ser alvo de críticas de opositores.

O custo estimado da subvenção até 31 de maio é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão arcados pela União. O restante ficaria sob responsabilidade dos estados, o que ainda gera resistência em algumas administrações estaduais diante do impacto fiscal.

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