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Governo registra déficit de R$ 53 bilhões puxado por queda de repasses do BNDES

Relatório do Tesouro Nacional demonstra gastos crescendo mais rápido do que arrecadação.
Relatório do Tesouro Nacional demonstra gastos crescendo mais rápido do que arrecadação. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuou nos dois lados do orçamento público e colaborou para que o governo atingisse, em maio de 2026, um déficit primário de R$ 53,3 bilhões, seu pior desempenho para o mês desde 2024. Os dados constam no boletim do resultado do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira (29).

Do lado das receitas, o governo enfrentou uma queda de R$ 6,7 bilhões nos repasses de lucros e dividendos do BNDES. Já no âmbito das despesas, o mesmo banco opera o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que recebeu um aporte de R$ 2 bilhões para liberar linhas de crédito a micro, pequenas e médias empresas, por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac-FGI). O programa foi lançado como forma de lidar com a tensão no Oriente Médio.

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A estatística considera o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central. Nos últimos 12 meses, hoje um descompasso entre arrecadação e desembolso: enquanto a receita subiu R$ 10,4 bilhões, a despesa foi além, aumentando R$ 21,5 bilhões. Além do aporte no FGI, pesou no crescimento da despesa o aumento no número de segurados pela Previdência Social e o reajuste do salário mínimo acima da inflação.

A concessão de benefícios por parte do governo Lula (PT) em pleno ano eleitoral tem pressionado a política monetária. O Comitê de Política Monetária (Copom) tem expressado preocupação com a disciplina fiscal e, com isso, vem adotando uma redução lenta na taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano.

Leia o relatório na íntegra.

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