A Grécia deixou outro prazo passar nesta segunda-feira para responder aos duros termos da ajuda oferecida pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto a paciência de Bruxelas se esgotava diante da lentidão das negociações entre os líderes políticos gregos.
Se não houver um acordo para garantir os 130 bilhões de euros em empréstimos emergenciais, Atenas pode ser obrigada a dar um desastroso calote em suas obrigações de dívida - pondo em risco seu futuro na zona do euro.
Panos Beglitis, porta-voz do partido socialista PASOK, disse no domingo que os líderes dos três partidos do governo tecnocrata de Lucas Papademos precisavam dar suas respostas até o meio-dia desta segunda-feira (8h no horário de Brasília).
Porém, uma autoridade do governo negou, mais cedo, que os partidos tenham recebido um ultimato para responder nesta segunda.
Questionada sobre se os partidos precisavam dar uma resposta a tempo da reunião de autoridades das Finanças da zona do euro em Bruxelas, a fonte grega disse: "Não, não há prazo."
Ela afirmou que a Grécia precisa aprovar com os credores internacionais os termos do resgate externo, que seria o segundo desde 2010, antes da próxima reunião de ministros das Finanças do Eurogroup.
"O único prazo é para ter um acordo entre a equipe sobre o segundo resgate e um acordo entre os líderes políticos antes do Eurogroup", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada.
Nenhuma data foi estabelecida ainda, mas espera-se que a reunião do Eurogroup aconteça na semana que vem.
Em Bruxelas, autoridades frustradas da UE disseram que a Grécia já está fazendo "hora extra" depois de não conseguir firmar um acordo no fim de semana sobre um pacote que inclui reduções de salários e aposentadorias, cortes de empregos e medidas mais duras de arrecadação tributária.
"Será muito ruim se não houver fumaça branca vindo de Atenas hoje", disse uma fonte de governo da zona do euro.
"Nós já deixamos passar prazos. Para preparar a nova parcela de dinheiro e reagendar a dívida na primeira metade de março, toda uma série de medidas técnicas precisa ser tomada. Precisamos de uma decisão agora, para implementar o mecanismo de reagendamento."
Líderes do PASOK, do conservador Nova Democracia e do LAOS, de extrema-direita - que podem enfrentar um eleitorado irritado nas eleições parlamentares de abril -, ainda precisam se decidir sobre algumas questões, entre elas a reforma do mercado de trabalho e a reestruturação de bancos domésticos.






